Cerca de 20 integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) invadiram o Centro
Comunitário São Martinho de Lima, na Mooca, região central de São Paulo – um espaço de
convivência usado por pessoas em situação de rua para fazer refeições e higiene pessoal; o
tumulto começou com os policiais tentando recolher pertences das pessoas no local, o que
causou revolta; vídeo
Por Luciano Velleda, da RBA - Cerca de 20 integrantes da Guarda Civil Metropolitana (GCM)
invadiram na manhã desta sexta-feira (14) o Centro Comunitário São Martinho de Lima, na Mooca,
região central de São Paulo – um espaço de convivência diariamente usado por pessoas em situação
de rua para fazer refeições e higiene pessoal. O tumulto começou com os policiais tentando recolher
pertences das pessoas no local, o que causou revolta.
Por causa da manhã chuvosa na capital paulista, os moradores buscaram refúgio no espaço de
Por causa da manhã chuvosa na capital paulista, os moradores buscaram refúgio no espaço de
convivência São Martinho, invadido na sequência pelos policiais, que acabaram por agredir o padre
Júlio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua. “A GCM veio com toda a força, jogaram gás de
pimenta, me deram soco no estômago, cuspiram em mim, falaram coisas horríveis”, afirma o
religioso.
O padre relata que os guardas municipais dispararam gás de pimenta e utilizaram pistolas de choque.
O padre relata que os guardas municipais dispararam gás de pimenta e utilizaram pistolas de choque.
“Eles não têm nenhuma tática para lidar com o conflito, eles acirram o conflito. Jogaram muito gás
de pimenta”, diz Lancelotti. Segundo ele, os moradores de rua reagiram com pedras, atingindo um
carro e um policial.
Diariamente, o centro recebe cerca de 800 pessoas em situação de rua na hora do almoço. O padre
conta que os guardas da GCM invadiram inclusive a cozinha do local. “Quiseram me prender, me
xingaram bastante, foi uma coisa horrível”, afirma Lancelotti.
Procurada pela reportagem, a GCM ainda não havia se manifestado sobre o incidente.
Procurada pela reportagem, a GCM ainda não havia se manifestado sobre o incidente.
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