O candidato a presidente pelo PPL, João Goulart Filho, comparou os golpes vividos em 1964 e
em 2016 pelo Brasil e afirma que não esperava ver algo semelhante ao que aconteceu com
Dilma Rousseff, deposta por um impeachment sem crime de responsabilidade; filho do ex-
presidente João Goulart, que teve seu mandato interrompido pelo o golpe, ele relembra, em
entrevista à TV 247, os anos difíceis do exílio e a determinação do pai em defender o Brasil até
o fim de sua vida; assista.
TV 247 - O candidato à presidência pelo Partido Pátria Livre (PPL), João Goulart Filho, concedeu
entrevista à TV 247 nesta semana, expondo suas plataforma eleitoral e destacando a importância da
retomada do desenvolvimento - e do trabalhista - no País. Filho do ex-presidente João Goulart, que
teve seu mandato interrompido com o golpe militar de 1964, ele relembra os momentos difíceis que
viveu com a família no exílio e destaca que que seu pai foi um defensor incondicional da democracia.
Fundador do PDT, Goulart Filho relembra seu desentendimento com o presidente da sigla, Carlos
Fundador do PDT, Goulart Filho relembra seu desentendimento com o presidente da sigla, Carlos
Lupi, e sua posterior saída do partido, e conta ter encontrado no PPL os princípios da luta pelo
nacional desenvolvimentismo e a defesa dos direitos dos trabalhadores. "Tais pirales são heranças do
trabalhismo", destaca, ressaltando ainda a importância da candidatura, uma "decisão coletiva" na
nova legenda, que lança um candidato ao Planalto pela primeira vez.
Após o golpe de 64, o candidato passou 15 anos no exílio, logo após seu pai ser deposto. "Foi um
momento muito difícil, mas o povo uruguaio nos recebeu com muito orgulho", lembra, sobre o
primeiro país para onde foi a família, quando tinha 7 anos, seguido de Paraguai, Argentina e
Inglaterra.
"Começamos a perceber que o golpe militar no Brasil era um projeto muito maior quando outros
democracias começam a ser derrubadas. Chegou um ponto, em 1976, que todos os países, com
exceção da Venezuela, tinham se tornado ditaduras", narra.
Goulart Filho conta também que seu pai sofreu muito longe da sua terra natal. "Meu pai sempre
Goulart Filho conta também que seu pai sofreu muito longe da sua terra natal. "Meu pai sempre
colocou o Brasil em primeiro lugar, sempre lutando pela democracia", enfatiza.
Ao analisar o regime de exceção que o País enfrenta atualmente, o presidenciável considera que há
muitas semelhanças entre os golpes de 1964 e de 2016. "Em 1964 tínhamos um Congresso Nacional
muito duvidoso, financiado com dinheiro dos EUA. Além disso, a Fiesp financiou a marcha com
Deus e pela família, trouxeram até um padre norte-americano para rezar a missa. Hoje o padre virou
o pato amarelo", ironiza, citando símbolo do impeachment da presidente eleita Dilma Rousseff.
Ele afirma também que não esperava ver algo semelhante ao que aconteceu em 2016 com Dilma,
deposta por um impeachment sem crime de responsabilidade.
Já "o golpe de 1964 não se dá contra o presidente João Goulart, mas sim contra um projeto de nação
que estava nascendo, as Reformas de Base eram discutidas nas ruas, universidades, existia uma
ebulição cultural imensa no País naquela época", acrescenta.
Enaltecendo as Reformas de Base propostas pelo seu pai, que foram interrompidas pelo golpe,
Goulart Filho propõe a retomada imediata do desenvolvimento do País, com forte presença do
Estado. "Além disso, é fundamental combater o capital financeiro rentista", expõe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário