
A campanha de Jair Bolsonaro está espalhando informações falsas e montagens fotográficas
falsificadas como desdobramento da facada sofrida pelo candidato da extrema-direita; são
montagens grosseiras, escandalosas, espalhadas ao mesmo tempo em está sendo construída,
com apoio de segmentos da imprensa conservadora, a versão de que o ataque a Bolsonaro seria
"político", resultado de uma trama, com o objetivo de mais adiante culpabilizar a esquerda.
falsificadas sobre a facada sofrida pelo candidato da extrema-direita. São montagens grosseiras,
escandalosas, espalhadas ao mesmo tempo em está sendo construída, com apoio de segmentos da
imprensa conservadora, a versão de que o ataque a Bolsonaro seria "político", resultado de uma
trama, com o objetivo de mais adiante culpabilizar a esquerda.
Duas montagens foram as mais expressivas nos últimos dias, com ampla repercussão nas redes
Duas montagens foram as mais expressivas nos últimos dias, com ampla repercussão nas redes
sociais. Uma que busca enganar a opinião pública com uma camiseta que seria a que Bolsonaro
usava na agressão (mas não é); e segunda, com uma falsificação feita numa foto, tenta colocar o
agressor, Adélio Bispo de Oliveira perto de Lula numa cena pública. A primeira é a que acompanha
o título desta reportagem, a segunda está abaixo. O veiculo da mídia conservadora que está na
liderança da articulação para tornar o ataque de um desequilibrado num "atentado político" é o jornal
O Estado de S.Paulo.
1. A primeira falsificação - a camiseta. A falsificação foi montada por um dos filhos de Jair
Bolsonaro, o deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Apresentou uma camiseta como se fosse
a utilizada por seu pai no momento do ataque, com o objetivo de criar alto impacto emocional, com
uma imagem simbólica: o que seria o rasgo feito pela faca, com uma mancha de sangue (cor
vermelha, registre-se) separando a palavra "Brasil" ("Bra" de um lado, "sil" de outro), como se a
esquerda estivesse dividindo o Brasil. Basta cotejar a foto apresentada no twitter com a cena da
facada (na foto acima) para constatar que é uma falsificação: a posição é outra e não havia sangue.
No vídeo no twitter, divulgado no sábado (8), Flávio afirma peremptoriamente que o pais teria sido
"vítima de um atentado político hediondo, um atentado contra a democracia que mancha de sangue
sim a história do nosso Brasil" (veja no twitter a seguir).
2. A segunda falsificação - o responsável pela montagem é o senador pastor Magno Malta (PR-ES),

3. A montagem do "crime político" - a versão espalhada pelo núcleo da campanha de Bolsonaro
um dos mais histéricos aliados de Bolsonaro. Ele espalhou uma falsificação feita numa foto, que
tenta colocar o agressor, Adélio Bispo de Oliveira perto de Lula numa cena pública. Veja:
3. A montagem do "crime político" - a versão espalhada pelo núcleo da campanha de Bolsonaro
tem sido estimulada e desenvolvida por uma sequência de reportagens do jornal conservador (que
realizou um giro rumo à extrema-direita nos últimos meses) que têm como objetivo encontrar o
"segundo nome" do ataque, para criar a ideia de trama, envolver a contratação do advogado de
Adélio Bispo de Oliveira numa bruma de suspeitas que permita mais adiante uma acusação de ele ter
sido contratado pela esquerda. A operação tem apoio de segmentos da investigação do crime, que
levaram Adélio Bispo de Oliveira para um presídio federal em Campo Grande (MS), onde ficará
isolado e indica a possibilidade de um desdobramento ao estilo "delação premiada", no qual o
criminoso, desequilibrado e isolado poderá estar disponível a apresentar qualquer roteiro que lhe seja
apresentado.
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