sábado, 8 de setembro de 2018

EM ENTREVISTA, O LOBISTA DA EMPRESA ESPANHOLA TECNOBIT FALA EM 'AUTOGOLPE' E DEFENDE TORTURADOR DA DITADURA


Suspeitas de irregularidades em contrato envolvem militares, uma companhia da Espanha e 
um lobista. corrupção nem sempre acontece com mala de dinheiro. Ela acontece também no 
Diário Oficial, disfarçada de atos oficiais”. As palavras são do coronel da reserva Rubens 
Pierrotti Junior, de 49 anos. que acusa o Gen. Fake candidato a vice na chapa do 
presidenciável Jair Bolsonaro de ser Lobista de empresas. Ele foi supervisor operacional 
durante o desenvolvimento do Simulador de Apoio de Fogo (SAFO) do Exército Brasileiro
elaborado pela empresa espanhola Tecnobit. 

247 -  O Gen. Fake candidato a vice na chapa do presidenciável Jair Bolsonaro defendeu a 
possibilidade de que em caso de "anarquia" o presidente da República poderá fazer um "autogolpe" 
com o apoio das Forças Armadas. "O próprio presidente é o comandante-chefe das Forças Armadas, 
ele pode decidir isso. Ele pode decidir empregar as Forças Armadas. Aí você pode dizer: "mas isso é 
um autogolpe", disse Mourão em entrevista à Globonews nesta sexta-feira (7). O militar também 
elogiou o coronel Brilhante Ustra, já falecido e apontado como torturador durante a ditadura militar, 
ao dizer que ele foi um "herói".
Entrevistado pelo programa Central das Eleições, Mourão disse que uma declaração anterior, feita no 
ano passado, sobre as Forças Armadas "imporem uma solução" caso os poderes instituídos 
perdessem o controle, ele diz ter sido mal interpretado. Segundo ele, a declaração foi uma resposta "a 
uma pergunta hipotética numa palestra na loja maçônica lá em Brasília, realizada em setembro do 
ano passado. O perguntador, até meio que se enrolou, invocou o artigo 142, eu também não estava 
bem preparado para responder à pergunta naquele momento. Já era o último lance do debate. Mas 
ficou aquela ideia de que eu estava pregando um golpe militar. Essa foi a ideia que foi passada. E eu, 
em nenhum momento, preguei golpe militar".
Agora, ao falar em "autogolpe', Mourão também disse que esta é uma situação hipotética e que neste 
momento não existe uma situação de anarquia. "Temos tido turbulências, temos tido momentos aí 
que as coisas ficaram meio complicadas, mas não estamos chegando...", ressaltou o militar. "Eu 
respondi a uma hipótese, trabalhamos em cima de uma hipótese e eu tenho dito em todas as vezes, já 
me perguntaram esse assunto várias vezes, que era uma hipótese", completou.
Mais à frente, Mourão disse que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, falecido em 2015 e que 
foi o primeiro militar oficialmente reconhecido como torturador durante a ditadura militar chefiou o 
órgão de repressão política da ditadura (DOI-Codi) – foi "um herói" por ter matado militantes 
contrários ao regime militar.
"Meus heróis não morreram de overdose, e Carlos Alberto Brilhante Ustra foi meu comandante 
quando era tenente em São Leopoldo. Um homem de coragem, um homem de determinação e que 
me ensinou muita coisa. Tem gente que gosta de Carlos Marighella, um assassino, terrorista. Houve 
uma guerra ]no regime militar]. Excessos foram cometidos? Excessos foram cometidos. Heróis 
matam", afirmou.

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