
Para o vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, a coligação do PT
"tem procurado, de modo furtivo e reiterado, inobservar a proibição de realização de
campanha" em favor do ex-presidente Lula; se o ministro Sergio Silveira Banhos, relator da
ação, concordar com a posição do MPE, a Procuradoria indicou que deverá pedir o
ressarcimento aos cofres públicos dos valores gastos com a propaganda; perseguição judicial
continua.
POR FERNANDO BRITO
Quer ver o quanto eles estão apavorados com o alinhamento popular com Fernando Haddad?
Leia o que publica o UOL, agora à tarde:o Ministério Público quer impedir que o candidato da
Quer ver o quanto eles estão apavorados com o alinhamento popular com Fernando Haddad?
Leia o que publica o UOL, agora à tarde:o Ministério Público quer impedir que o candidato da
coligação do PT use a expressão “Haddad é Lula” na propaganda eleitoral.
“Explica-se (‘Haddad é Lula’) para confundir; confunde-se, para, de forma obtusa, trazer ao eleitor a
“Explica-se (‘Haddad é Lula’) para confundir; confunde-se, para, de forma obtusa, trazer ao eleitor a
ideia de que o ex-candidato Luiz Inácio Lula da Silva ainda compõe a chapa concorrente”, escreveu
o vice-procurador Humberto Jacques de Medeiros em ação movida pelos riquinhos do tal Partido
Novo.
Seria, diz este cara-de-pau, “a difusão da ideia de que o ex-candidato ainda se encontra na disputa, ao
lado do terceiro representado [Haddad], criando um ambiente de confusão e incerteza jurídica, a
comprometer a normalidade do pleito”.
É inacreditável que o povo brasileiro pague uma grana preta a um sujeito que chega a usar o cargo
É inacreditável que o povo brasileiro pague uma grana preta a um sujeito que chega a usar o cargo
que tem para que o povo não possa saber uma simples verdade eleitoral: a de que Haddad é Lula
porque o representa politicamente.
Povo, Dr. Fulano, não serve só para pagar sua vida de tripas fôrras.
Tem direitos, direito de saber a verdade, direito de votar, direito de escolher.
Hoje, em sua coluna , Luiz Fernando Veríssimo diz que, no início de sua consagrada carrreira de
Povo, Dr. Fulano, não serve só para pagar sua vida de tripas fôrras.
Tem direitos, direito de saber a verdade, direito de votar, direito de escolher.
Hoje, em sua coluna , Luiz Fernando Veríssimo diz que, no início de sua consagrada carrreira de
cronista, debaixo da ditadura militar, foi avisado de que o nome de Leonel Brizola não poderia, em
hipótese alguma, ser escrito.
Numa das primeiras crônicas que escrevi mencionei o Brizola. O editor mandou me chamar. Me
Numa das primeiras crônicas que escrevi mencionei o Brizola. O editor mandou me chamar. Me
recebeu na sua sala com uma única frase:
– Brizola, nix.
Também não se podia mencionar dom Hélder Câmara, Miguel Arraes e mais umas dúzias de vetados
– Brizola, nix.
Também não se podia mencionar dom Hélder Câmara, Miguel Arraes e mais umas dúzias de vetados
pelos militares. O jornal O Estado de S. Paulo fez questão de que todos soubessem que estava sendo
censurado, publicando receitas e poemas em lugar das matérias proibidas. A gente tentava transmitir
alguma coisa parecida com críticas ao regime nas entrelinhas, sem saber se eram entendidas ou não.
Mesmo com o controle da imprensa, os militares não conseguiram evitar que notícias da guerra suja
que se travava no Brasil fossem conhecidas. Notícias de prisões arbitrárias, de pessoas torturadas,
exiladas ou mortas, enquanto os generais se alternavam no poder.
Não se sabe, claro, até onde esta canalhice irá prosseguir. Mas já se sabe com toda a clareza, a quem
Não se sabe, claro, até onde esta canalhice irá prosseguir. Mas já se sabe com toda a clareza, a quem
serve.
Esta camada que empalmou o poder do Ministério Público passou de todos os limites que a
Esta camada que empalmou o poder do Ministério Público passou de todos os limites que a
democracia pode aceitar.
O doutor que espere seu queridinho acabar de vez com a democracia para ser um tiranete.
O doutor que espere seu queridinho acabar de vez com a democracia para ser um tiranete.
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