terça-feira, 14 de agosto de 2018

MADURO ANUNCIA QUE VAI VENDER GASOLINA A PREÇOS INTERNACIONAIS ENQUANTO MILHARES DE CHAVISTAS OCUPAM AS RUAS


Processo de conversão deve durar até dois anos e haverá subsídios para população local; 
objetivo é impedir contrabando para Colômbia e outros países.
Com TeleSUR - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (14/08)
que a gasolina do país, uma das mais baratas do mundo, será posta a venda sob preço internacional.
O processo de realinhamento de preços deve durar até dois anos.
Segundo Maduro, a medida vem a fim de que a gasolina e outros hidrocarbonetos sejam “colocados 
ao preço internacional para que acabe o contrabando para a Colômbia” e outros países vizinhos.
“Aspiro a que, em mais tardar em dois anos, tenhamos resolvido a deformidade que se criou no 
transcurso de muitos anos, no qual praticamente presenteamos a gasolina venezuelana”, disse. 
Segundo o presidente, o país perde, anualmente, 18 bilhões de dólares “por meio de gasolina que se 
leva à Colômbia, por meio de máfias”.
De acordo com Maduro, será criado um sistema de subsídio interno, por meio do cartão de 
benefícios sociais “Carnê da Pátria”, para toda a população e, especialmente, os trabalhadores do 
transporte público.
Os detalhes do plano, segundo o mandatário, serão anunciados nos próximos dias.
Atualmente, a gasolina comum é vendida a 1 bolívar por litro e a aditivada, a 6 bolívares.

"Aqui está o povo defendendo Nicolás Maduro", gritavam nesta segunda-feira milhares de 
pessoas durante uma passeata em Caracas para apoiar o presidente venezuelano após o 
atentado terrorista atribuído a CIA'.

Os manifestantes, liderados pelo número dois do chavismo, Diosdado Cabello, caminharam cerca de
15 km, da grande comunidade de Petare, no leste da capital, até o Parque Carabobo, no centro. 
"Chega de perdão para não haver mais conspirações. Os que estão envolvidos no magnicídio terão 
que responder à Justiça", disse Cabello, presidente da Assembleia Constituinte, em discurso à 
multidão.
Entre os manifestantes havia numerosos funcionários públicos, motociclistas e camponeses, que 
compareceram carregando facões e enxadas. Várias pessoas carregavam cartazes de apoio a Maduro 
e fotos do ex-presidente Hugo Chávez (1999-2013). 
"O atentado é uma das formas que os impérios sempre utilizam para se livrar dos que os 
incomodam", disse à AFP Josefina Sequera, que participou da mobilização.
Após o atentado, as autoridades prenderam o deputado Juan Carlos Resquesens e emitiram uma 
ordem de captura contra o deputado Julio Borges, ambos membros da Assembleia Nacional, 
controlada pela oposição.
Julio Borges está exilado na Colômbia.

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