sexta-feira, 11 de maio de 2018

JÁ DE 4 PARA O FMI, ARGENTINA DE MACRI RECEBE APOIO DOS EUA


O Departamento do Tesouro norte-americano manifestou, nesta quinta-feira (10), “forte 
apoio” ao programa argentino de reformas econômicas, voltadas para o mercado. A nota, 
respaldando o governo do presidente Mauricio Macri, foi divulgada no mesmo dia em que 
manifestantes, em Buenos Aires, saíram as ruas – apesar da forte chuva – para protestar 
contra o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Agência Brasil – O Departamento do Tesouro norte-americano manifestou, nesta quinta-feira (10), 
“forte apoio” ao programa argentino de reformas econômicas, voltadas para o mercado. A nota, 
respaldando o governo do presidente Mauricio Macri, foi divulgada no mesmo dia em que 
manifestantes, em Buenos Aires, saíram as ruas – apesar da forte chuva – para protestar contra o 
acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
O Ministro da Fazenda da Argentina, Nicolas Dujovne, se encontrou hoje (10) com a diretora-
executiva do FMI, Christine Lagarde, mas não deu detalhes sobre o novo acordo stand-by, que ele 
começou a negociar há dois dias, em Washington. A decisão de recorrer ao Fundo foi tomada depois 
da disparada do dólar, na semana passada. O governo quer obter respaldo financeiro para acalmar os 
ânimos dos investidores e frear a saída de capitais do país, cuja economia – segundo o próprio Macri 
– é uma das mais dependentes de recursos estrangeiros.
Na capital argentina, Buenos Aires, milhares de manifestantes de organizações sociais de esquerda 
marcharam ate o Congresso, apesar do mau tempo. O secretário-geral da Associação de 
Trabalhadores Estatais, Hugo Godoy, disse que “nem mesmo uma tempestade” impediria a 
manifestação contra os aumentos das tarifas dos serviços públicos, a inflação, os ajustes e o acordo 
com o FMI. “Os salários estão defasados em relação ao índice inflacionário, que supera os 20%”, 
disse.
O FMI informou, por meio de um comunicado, que as negociações estão bem encaminhadas para 
outorgar à Argentina um crédito stand-by (empréstimos desembolsados periodicamente, contra o 
cumprimento de determinadas metas econômicas por parte do país receptor). Mas ainda não há 
informações oficiais sobre a quantia, os prazos e as condições.
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