segunda-feira, 12 de março de 2018

FÓRUM SOCIAL MUNDIAL COMEÇA NESTA TERÇA-FEIRA, EM SALVADOR


Com mais de 1.300 atividades e um único slogan - resistência -, evento pretende reunir em 
torno de 60 mil pessoas durante cinco dias.

Da Rede Brasil Atual Com o tema central “Povos, Territórios e Movimentos em Resistência”, e o 

slogan “Resistir é criar, resistir é transformar”, o Fórum Social Mundial (FSM) deve ser um evento 
de resistência contra os retrocessos e os ataques à democracia no Brasil. Criado em 2001, em Porto 
Alegre, o FSM 2018 será realizado entre terça (13) e sábado (17), em Salvador.
Com programação vasta e diversificada, o evento terá como território principal o Campus de 
Ondina, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além de outros locais da capital baiana, como o 
Parque do Abaeté, em Itapuã, e o Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário da cidade. 
Segundo os organizadores, são esperadas cerca de 60 mil pessoas, de 120 países, reunidas para 
debater e definir novas alternativas e estratégias de enfrentamento ao neoliberalismo, aos golpes e 
genocídios que diversos países enfrentam na atualidade.
Com mais de 1.500 coletivos, organizações e entidades cadastradas, e em torno de 1.300 atividades 
autogestionadas inscritas, o Fórum Social Mundial reunirá representantes de entidades de países 
como Canadá, Marrocos, Finlândia, França, Alemanha, Tunísia, Guiné, Senegal, além de países sul-
americanos e representações nacionais.
Entre as presenças confirmadas estão a dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma 
Rousseff, Fernando Lugo, do Paraguai, e José Mujica, do Uruguai. Também participarão o sociólogo 
português Boaventura de Sousa Santos, a militante indígena e pré-candidata à vice-presidência pelo 
Psol Sônia Guajajara, a presidente da Federação Democrática Internacional de Mulheres (FDIM), 
Lorena Peña, e o filósofo do Congo Godefroid Ka Mana Kangudie.
Participarão ainda das atividades do FSM Abdellah Saaf, ex-ministro da Educação de Marrocos; Eda 
Duzgun, liderança das mulheres curdas; Sara Soujar, do Movimento de Combate ao Racismo e 
Xenofobia do Norte de Marrocos; Mamadou Sarr, militante da Mauritânia para defesa dos negros; e 
Gustave Massaih, membro fundador do movimento de Maio 68, na França, entre dezenas de outras 
lideranças e ativistas internacionais.

Programação

Assembleias,Tribunais e Marchas
Terça 13

Já tradicional desde o primeiro FSM, o evento deste ano se inicia na terça, a partir das 15h, com a 
Marcha de Abertura. O percurso sairá da praça do Campo Grande, passando pela Avenida Sete, até a 
Praça Castro Alves, conhecida como “Praça do Povo”, palco de grandes manifestações de luta e 
resistência baiana. Ali será montado um palco para apresentações culturais, performances artísticas e 
musicais.
No mesmo dia, às 11h, integrantes do Coletivo Brasileiro do Fórum Social Mundial 2018 e do 
Conselho Internacional do Fórum Social Mundial darão uma coletiva de imprensa.
Quarta 14
Pela manhã será realizado o Tribunal contra os Despejos, na Faculdade de Arquitetura da UFBA.
Às 9h, ocorre o Tribunal Popular para Julgamento dos Crimes de Feminicídio contra as Mulheres 
Negras, no auditório do IFBA; à tarde, a partir das 14h, Marcha das Mulheres Contra o Racismo, 
com concentração no Largo do Campo Grande; no mesmo horário será realizada a Assembleia 
Mundial da Juventude, no Acampamento Intercontinental das Juventudes, que será montado no 
Parque de Exposições de Salvador.
Quinta 15
Às 17h, ato em Defesa da Democracia, no Estádio de Pituaçu, com as presenças dos ex-presidentes 
Lula, Dilma, Lugo (Paraguai) e Mujica (Uruguai).
Sexta 16
Assembleia Mundial dos Povos, Movimentos e Territórios em Resistência, às 14h, no Acampamento 
dos Povos Indígenas, no Centro Administrativo da Bahia
Sábado 17
Pela manhã, será realizada a Ágora dos Futuros, com a apresentação dos resultados das atividades do 
FSM, na Praça das Artes, campus de Ondina da UFBA.
Assembleia Mundial das Mulheres
Na manhã de sexta (16), a Assembleia Mundial das Mulheres será a única atividade na programação 
oficial do FSM, com possibilidade de acontecer no centro histórico de Salvador. A exclusividade tem 
como objetivo garantir que as mulheres com outras agendas políticas no Fórum estejam liberadas 
para debater questões de gênero, pautas feministas e lutas das mulheres, como a criminalização do 
aborto, o feminicídio, o combate contra a violência da mulher e o machismo, entres outras.
Acampamento Intercontinental da Juventude
Mais do que um alojamento, o acampamento da juventude é um local para debates e discussões 
políticas. Nesta edição, ocupará o Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador, a partir deste 
domingo (11) até o próximo (18), com capacidade para receber cerca de 6 mil jovens. Atos, shows e 
assembleia farão parte das atividades do Acampamento Intercontinental da Juventude (AIJ), que terá 
ainda uma vila gastronômica da economia solidária, palcos para apresentações culturais e debates.
Sobre o Fórum Social Mundial
O Fórum Social Mundial é uma iniciativa da sociedade civil organizada, nascida em Porto Alegre, 
em 2001, para promover o encontro democrático, plural e de resistência com o objetivo de incentivar 
debates, aprofundar a reflexão coletiva, troca de experiências e a constituição de coalizões e de redes 
entre os movimentos da sociedade civil e organizações comunitárias que se opõem ao neoliberalismo 
e ao domínio do capital. O evento é realizado a cada dois anos. Nos intervalos, fóruns temáticos 
descentralizados e autônomos são realizados para dar seguimento às articulações e reflexões críticas 
nos diferentes países e regiões. O último foi realizado no Canadá, em 2016.

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