sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

LAMA JATO O CAVALO DE TROIA DOS EUA NO BRASIL


Parente (E) recebe uma ninharia (perto do que deu aos abutres) das santas mãos do Dallagnol 
(o mais alto - e baixo...-) e do inesquecível Moscardi Grillo (D), que destruiu a indústria 
alimentícia com a operação Carne Fraca (Reprodução/MPF). 



Em dura nota divulgada nesta manhã, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e os líderes do 
partido na Câmara, Paulo Pimenta, e no Senado, Lindbergh Farias, criticam o pagamento de 
R$ 10 bilhões pela Petrobras a investidores americanos e acusam a Lava Jato de agir contra os 
interesses do País; "Parece que um há evidente conluio entre a operação Lava Jato e os 
interesses do governo norte-americano e de firmas estrangeiras, que querem se apossar das 
estratégicas reservas do pré-sal e privatizar nossa grande empresa", dizem os líderes petistas; 
"A Lava Jato está destruindo vários setores estratégicos da nossa economia, inclusive o de 
petróleo e gás, numa postura irresponsável que só beneficia interesses alienígenas. Parece 
claro, dessa forma, que tal operação está sendo dirigida de fora do País", afirmam.
Leia a nota do PT na íntegra:

NOTA

O PT e suas Bancadas no Senado e na Câmara denunciam como lesivo ao interesse público e
contrário à legislação nacional o acordo negociado pela Petrobras para encerrar a ação coletiva
iniciada por investidores estrangeiros contra a empresa em Nova Iorque.
Por meio deste acordo, a Petrobras se compromete a pagar uma indenização de quase US$ 3 bilhões
a esses investidores, em razão dos prejuízos causados pela operação Lava Jato às ações da empresa
em Wall Street.
Tal indenização é 6,5 vezes maior que o dinheiro recuperado até agora pela operação Lava Jato e
devolvido a Petrobras, bem como superior ao valor que reconhecidamente foi desviado por atos de
corrupção. Saliente-se que há outras 13 ações judiciais nos EUA contra a nossa empresa e que os
acionistas brasileiros agora exigem a mesma indenização, o que pode multiplicar os prejuízos da
Petrobras, no médio prazo.
Trata-se, portanto, de um acordo que prejudica a Petrobras e coloca os interesses dos investidores
estrangeiros acima do interesse público brasileiro. Deve-se observar que a Petrobras é uma empresa
sólida, detentora da melhor tecnologia para prospecção de óleo em águas profundas, a última
fronteira do petróleo no mundo. Suas dificuldades conjunturais advêm das circunstâncias do
mercado, não de eventuais atos corrupção, que estão presentes, aliás, em todas as grandes empresas
de petróleo do mundo.
Com acesso a uma das maiores reservas de petróleo do planeta, a Petrobras tinha tudo para se
recuperar com celeridade, o que se reverteria em novas valorizações de suas ações. Contudo, o
governo do golpe se dedica a enfraquecê-la, com o objetivo claro de privatizá-la e de entregar nossas
reservas estratégicas ao capital internacional.
Foi essa lógica imediatista e privatizante que levou o governo FHC a abrir o capital da Petrobras na
Bolsa de Valores de Wall Street, tornando-a vulnerável a ações desse tipo, decididas por juízes norte-
americanos. É lamentável ver a nossa principal empresa ser destruída por decisões monocráticas de
juízes brasileiros e estrangeiros.
Nesse sentido, parece que um há evidente conluio entre a operação Lava Jato e os interesses do
governo norte-americano e de firmas estrangeiras, que querem se apossar das estratégicas reservas
do pré-sal e privatizar nossa grande empresa. Com efeito, há muito que o PT vem denunciando os
efeitos deletérios dessa operação para os interesses nacionais. Em outros países, inclusive no EUA,
as investigações sobre corrupção prejudicam apenas os corruptos, mas preservam as empresas e seus
empregos. No Brasil, contudo, a Lava Jato está destruindo vários setores estratégicos da nossa
economia, inclusive o de petróleo e gás, numa postura irresponsável que só beneficia interesses
alienígenas. Parece claro, dessa forma, que tal operação está sendo dirigida de fora do País.
O PT e suas Bancadas continuarão lutar para que a Petrobras e o pré-sal sirvam aos interesses
estratégicos do Brasil, e não aos interesses mesquinhos, imediatistas e predatórios de investidores
estrangeiros.

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