sábado, 6 de janeiro de 2018

BIBLIO-IDIOTISMO: O "DEUS DINHEIRO"



O Brasil é um país inacreditável.
O Ministro da Fazenda, que nunca adorou outro deus que não o dinheiro e fez dos negócios a sua 
bíblia sagrada, é levado para receber a “bênção” de igrejas evangélicas, como a do “bispo” Robson 
Rodovalho, um personagem que é capaz de pérolas como a de afirmar que havia dinheiro no “Céu” e 
que “mulher foi feita para procriar com o esperma do homem”.
Meirelles sobe ao púlpito sem que ninguém se lembre que ele era presidente do grupo empresarial de 
Joesley Batista – de cujas falcatruas nada sabia, certo? – até pouco antes de entrar no governo de 
Michel Temer. O ex-patrão de Meirelles denunciou o Presidente e foi para a cadeia por conta da 
gravação do “tem que manter isso, viu?” da mesada de Eduardo Cunha.
Cunha, outro pregador da hipocrisia, já prestou favores a Rodovalho,em cuja igreja fez sua primeira 
parada no mundo evangélico. E, desgraça, não foi abandonado pelo bispo agora meirellista, que a ele 
se disse ligado “por laços de amizade, que até hoje permanecem”.
Pudera, Cunha foi o introdutor de um “jabuti” na Medida Provisória 668, que isentou de contribuição 
previdenciária – aquela que Meirelles diz que não dá para pagar os aposentados – os pagamentos 
feitos a título de comissão por almas convertidas aos pastores de igrejas como a de Rodovalho, Silas 
Malafaia e do “missionário” R.R.Soares que, segundo a Folha, tinha uma dívida de R$ 60 milhões. 
Ah, a propósito, diz o jornal que “Michel” ajudou na “bondade”.
Tudo está esquecido, tudo está perdoado.
São todos, ali, homens imaculados, santos, gente que sempre pensou nos seus irmãos sofredores 
antes de cuidarem de si mesmos e de suas fortunas. Como os desvalidos não terão o Estado a lhes 
garantir a sobrevivência, Rodovalho pontifica:
“O Brasil está pedindo um liberal de cabo a rabo”, alguém que defenda o Estado mínimo na 
economia e valores conservadores no campo dos costumes, defende.“Quem sabe o ministro possa ser 
esse nome?
São os mercadores da fé que, há 2 mil anos, foram tangidos do templo a chicote por um barbudinho 
radical. E contra os quais se insurgiu, há exato 500 anos, um tal Martinho Lutero, com as 95 Teses 
que foram a origem do protestantismo.
É o caso de desconfiar-se de que há gente mais próxima ao homem que despertou a ira de Lutero, o 
frade Johann Tetzel, a quem se atrobiu, como vendedor de indulgências, a frase famosa:
“Tão logo uma moeda na caixa cai, a alma do purgatório sai”

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