quarta-feira, 22 de novembro de 2017

IDIOTICE RACIAL: Capacho de Crivella que atacou Taís Araújo acusou Lula de tentar violentar jovem na prisão

César Benjamin e o chefe Marcelo Crivella

Por Kiko Nogueira 


César Benjamin, secretário de Educação de Marcelo Crivella no Rio, não é desacostumado a 
estupidezes e ataques baixos em busca de holofotes.
César é autor da versão reduzida do clássico “Não Somos Racistas”, do chefe de jornalismo da 
Globo Ali Kamel, imortalizada em seu Facebook.
Postou que continua “detestando a racialização (sic) do Brasil, uma criação — eu vi — do 
Departamento de Estado dos Estados Unidos” (!?!).
“Qualquer idiotice racial prospera. A última delas é uma linda e cheirosa atriz global dizer que as 
pessoas mudam de calçada quando enxergam o filho dela, que também deve ser lindo e cheiroso. 
Vocês replicam essa idiotice”, continua.
Ele se referia a Taís Araújo e seu depoimento numa conferência em São Paulo. “Quero que as raças 
se fodam”, declara.
Benjamin é um personagem subterrâneo que volta e meia coloca a cabeça para fora, cospe uma 
imbecilidade e volta à irrelevância lucrativa. Não se espere nada de bom em sua pasta. Não é para 
isso que ele existe.
Guerrilheiro na ditadura, ex-preso político, fundador do PT (saiu em 1995), candidato à vice-
presidente pelo PSOL em 2006, virou mentor intelectual da campanha de Marcelo Crivella e 
descolou uma secretaria.
O publicitário Lula Vieira descreveu Benjamin como “guru político” da candidatura do bispo da 
Universal. Ele é o autor de um texto picareta publicado na imprensa fluminense: “Não somos 
políticos. Falamos tão somente em nome do nosso patriotismo, das nossas histórias de vida, do nosso 
compromisso com o Brasil”.
“Explicou” sua adesão a Crivella: “Ele é evangélico. Eu não. Temos diferenças. O que temos em 
comum é algo que a quase totalidade da esquerda brasileira perdeu: a busca da coerência entre a 
palavra e o gesto, entre o discurso e a vida”.
Benjamin ficou famoso por um ataque rasteiro inacreditável a Lula, fruto de um ódio talvez 
equiparável apenas ao de Hélio Bicudo.
Em 2009, contou em sua coluna na Folha que Lula tentou violentar um jovem que estava na mesma 
cela do Dops em 1980.
Lula, garante Benjamin, teria revelado a história num almoço em 1994. “Para comprovar essa 
afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que 
ficara detido. Chamava-o de ‘menino do MEP’, em referência a uma organização de esquerda que já 
deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do ‘menino’, que frustrara a investida com 
cotoveladas e socos”, escreveu.
A conversa teria sido testemunhada por mais três pessoas. Nenhuma delas confirmou. “Não 
compreendo qual a intenção do articulista em narrar os fatos como narrou. Como disse, sequer me 
lembro de sua presença na mesa”, falou o publicitário americano Erick Ekwall ao Estadão.
Na época, amigos alegaram que ele cometeu essa barbaridade porque estava mal da cabeça e andava 
tomando medicamentos pesados.
Pode ser projeção, também. No começo dos anos 70, aos 17, militava no MR-8 e foi preso pela 
ditadura. Era conhecido como “Menininho”. Foi libertado após uma denúncia internacional. 
“Libertem Menininho” foi o mote.
“Isso é coisa de psicopata, só a psicopatia pode explicar”, respondeu na ocasião o então chefe de 
gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho.
O assunto se encaminhou naturalmente para o esgoto. Esse é o sujeito que acredita que o racismo é 
uma invenção ianque e que “busca a coerência entre a palavra e o gesto”. O Rio de Janeiro está 
condenado ao inferno.
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