DEFESA DE LULA ATUALIZA NO COMITÊ DE DIREITOS HUMANOS DA ONU AS
VIOLAÇÕES DE MORO
VIOLAÇÕES DE MORO
no Comitê de Direitos Humanos da Organização
das Nações Unidas a atualização das violações
cometidas pelo juiz Sérgio Moro nos processos
contra o ex-presidente Lula
Os advogados Cristiano Zanin Martins, Valeska
Teixeira Martins e o australiano naturalizado
britânico Geoffrey Robertson apresentaram
novo documento ao Alto Comissário das Nações
Unidas para os Direitos Humanos da ONU. O
objetivo foi atualizar o comitê sobre as
violações relevantes ocorridas desde que a
petição foi apresentada na ONU em 28 de julho
de 2016 e seguida de uma réplica em 22 de maio de 2017.
O documento foi protocolado em 05 de outubro de 2017, em Genebra, na Suíça, e inclui a sentença
do tríplex, que contém violações grosseiras de Direitos Humanos, além das declarações dadas à
imprensa pelo desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, presidente do Tribunal
Regional Federal da 4ª. Região, o TRF4, de Porto Alegre.
O documento também relata outros fatos ocorridos desde a última manifestação, como, por exemplo,
a presença do juiz Sérgio Moro no lançamento de um filme que apresenta o ex-presidente Lula como
culpado sem que exista qualquer decisão definitiva contra ele.
“A sentença proferida pelo Moro como juiz de primeira instância equivale a uma profecia que se
cumpre pelo Moro juiz da investigação”, alerta a advogada Valeska Teixeira Martins. “Juntamos a
sentença para atualizar estas violações ocorridas desde maio de 2017, quando protocolamos a
réplica”, afirma. Para Geoffrey Robertson, Lula deveria ter sido julgado por um juiz imparcial, como
previsto no artigo 14(1) do Pacto de Direitos Civis e Políticos da ONU. “Lula foi julgado e
condenado por um juiz parcial, o que é inconcebível”, afirma Robertson.

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