terça-feira, 10 de outubro de 2017

DÍVIDA DO GOVERNO "DEBI & LOIDE" PODE ULTRAPASSAR OS 100% DO PIB EM 2020


A tragédia econômica da dupla Michel Temer e Henrique Meirelles deve deixar consequências 
de longo prazo para o Brasil; a dívida bruta do governo geral pode superar em 2020 os 100% 
do PIB (Produto Interno Bruto, medida de produção e renda do país), segundo cálculos da 
Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgados nesta segunda (9); o órgão do Senado, que 
acompanha as contas públicas, revisou seus cenários usando novas estimativas para taxa 
básica de juros, crescimento do PIB, inflação e resultado primário do governo (receitas menos 
gastos, excluindo os juros da dívida)

247 - A dívida bruta do governo geral pode superar em 2020 os 100% do PIB (Produto Interno 
Bruto, medida de produção e renda do país), segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente 
(IFI) divulgados nesta segunda (9).
O órgão do Senado, que acompanha as contas públicas, revisou seus cenários usando novas 
estimativas para taxa básica de juros, crescimento do PIB, inflação e resultado primário do governo 
(receitas menos gastos, excluindo os juros da dívida).
Nos três (básico, otimista e pessimista), a porcentagem da dívida sobre o PIB foi elevada e o tempo 
que levará para que ela comece a cair foi alongado. Isso ocorre mesmo com a nova previsão para a 
taxa de juros básicos nominais ao final deste ano reduzida de 9% para 7%.
Juros menores teriam três efeitos positivos: a) diminui o custo da dívida; b) estimula o investimento 
e o consumo, levando a mais arrecadação e melhor resultado nas contas do governo; c) leva a maior 
crescimento econômico, elevando o denominador da relação dívida/PIB.
No entanto, no médio prazo, o efeito é anulado pela piora nas projeções para o deficit primário de 
2017, de R$ 142,9 bilhões em junho para R$ 154 bilhões neste mês.
O cenário pessimista, o segundo mais provável, de acordo com o órgão, leva em consideração os 
riscos de insolvência do setor público, já que a margem fiscal –espaço para cortes nas despesas 
discricionárias– é decrescente e deve se esgotar em 2019.
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