segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Cuba presta homenagem a Che Guevara no 50º aniversário de sua captura e morte


Com honras de herói, Cuba rendeu tributo neste domingo (08/10) à figura e legado de Ernesto 
Che Guevara, tido como um "gigante moral" que deve ajudar a guiar novas gerações perante 
novas ameaças do imperialismo, pelo 50° aniversário de sua morte em combate na Bolívia. Che 
morreu nas mãos das forças de segurança bolivianas em 9 de outubro de 1967.

Com honras de herói, Cuba rendeu tributo neste domingo (08/10) à figura e legado de Ernesto Che 
Guevara, tido como um "gigante moral" que deve ajudar a guiar novas gerações perante novas 
ameaças do imperialismo, pelo 50° aniversário de sua morte em combate na Bolívia. Che morreu nas 
mãos das forças de segurança bolivianas em 9 de outubro de 1967.
"Jovens de todo planeta encontrarão na sua vontade de aço, sua fé na humanidade, sentido da honra e 
dignidade, audácia e austeridade, a inspiração para construir um mundo melhor", afirmou o primeiro 
vice-presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, no discurso do ato de homenagem, realizado hoje na 
cidade de Santa Clara, frente ao mausoléu que abriga os restos do guerrilheiro.
O presidente cubano e companheiro de luta em Sierra Maestra, Raúl Castro - que não fez nenhum 
discurso -, acompanhado de altos cargos no país e vestido de uniforme militar, depositou uma rosa 
branca sobre o mausoléu que abriga os restos do revolucionário argentino há 20 anos.
Veja também: Fotógrafo registra cenas de La Higuera, Bolívia, local onde Che foi morto há 50 anos
Esse mausoléu, inaugurado em outubro de 1997, quando chegaram a Cuba os restos mortais de Che 
30 anos após sua execução em decorrência de sua capturado pela CIA na Bolívia, se transformou em 
local de peregrinação de militantes da esquerda de todo o mundo e foi visitado por 4,7 milhões de 
pessoas.
Canel lembrou de Che "como um ser humano íntegro", "modelo de homem altruísta" e "excepcional 
revolucionário" durante o ato em Santa Clara, cidade libertada pela coluna liderada por Ernesto 
Guevara durante a luta insurgente contra o regime de Fulgêncio Batista em dezembro de 1958.
Essa batalha foi crucial para o triunfo definitivo, em janeiro de 1959, da Revolução liderada por 
Fidel Castro e à qual Guevara serviu nos seus primeiros anos como diretor do Banco Central e 
Ministro de Indústria.
Para Canel, o legado de Che se transforma hoje em um "reforço moral" para enfrentar o futuro em 
"um mundo acumulado de contradições e incertezas" com constantes ameaças à paz e à segurança 
internacional por parte de "poderosos interesses de dominação e conquista".
O vice-presidente se referiu aos planos "colonizadores" dos Estados Unidos, que pretendem abrir 
passagem ao capitalismo e ao imperialismo - principal inimigo de Che em suas lutas por todo o 
mundo - em Cuba e em seu principal aliado na região, a Venezuela.
"A história nos ensina que quando um projeto revolucionário, social diferente, mais justo e mais 
humano, entra em andamento, em seguida enfrenta enormes dificuldades, fortes pressões econômicas 
e diplomáticas, campanhas midiáticas de desprestígio e difamação, inclusive a ameaça de 
intervenção militar para castigar sua ousadia", disse.
Neste novo contexto, Canel disse que o "exemplo do 'Che' se agiganta e se multiplica" no povo 
cubano, que defenderá para sempre a sua Revolução".


Homenagem aconteceu no mausoléu de Che na cidade cubana
Entre os presentes, Elisdari, uma estudante pré-universitária, qualificou Che como uma das 
personalidades "mais importantes da história de Cuba e também de toda América Latina", uma figura 
que "chega ao coração de todo o mundo".
"Para Santa Clara é muito importante que os seus restos estejam aqui. Como grande 
internacionalista, foi a outros países para melhorar a vida dos demais após ter combatido no nosso 
território", afirmou o atleta aposentado Luis Alberto García sobre as missões revolucionárias de Che 
no Congo e na Bolívia após o triunfo da Revolução em Cuba.
"Che nos representou nas lutas revolucionárias de todo o povo do mundo. É um exemplo para o 
internacionalismo, como foi Fidel e todos os grandes heróis da nossa história e os libertadores da 
América", destacou Alina Prieto, uma professora de Santa Clara.
As homenagens a Che, guerrilheiro heróico da Revolução, ocorreram em todo o país por causa do 
50° aniversário de sua execução com festas culturais, exposições e matérias especiais na imprensa. 

Fotógrafo registra cenas de La Higuera, Bolívia, local onde 
Che foi morto há 50 anos; veja fotos

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