
PGR deve oferecer nova denúncia contra o presidente. Decisão foi unânime; Gilmar Mendes
não compareceu. Folha já sabe que Temer será absolvido. Maçã podre do Janot apodreceu
todas as provas
LUIZ FELIPE BARBIÉRI
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na tarde desta 4ª feira (13.set.2017) por unanimidade que
todas as provas
LUIZ FELIPE BARBIÉRI
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na tarde desta 4ª feira (13.set.2017) por unanimidade que
o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, continuará comandando investigações envolvendo
o presidente Michel Temer.
A maioria dos ministros negou pedido da defesa do peemedebista para o afastamento do procurador.
Votaram pela manutenção de Janot à frente dos inquéritos sobre Temer os ministros Edson Fachin
(relator), Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso
de Mello e Cármen Lúcia. Os ministros Luís Roberto Barroso e o desafeto de Janot, Gilmar Mendes,
não compareceram à sessão.
Fachin disse que as atitudes de Janot, apesar de censuráveis, não revelam “inimizade capital” contra
Temer e não são “hábeis” para afastar o procurador-geral.
O ministro também citou em seu voto frase dita em julho pelo PGR durante 1 congresso de
O ministro também citou em seu voto frase dita em julho pelo PGR durante 1 congresso de
jornalismo investigativo em São Paulo. Na oportunidade, Janot declarou que “enquanto houver
bambu, lá vai flecha”. A defesa de Temer usou a fala para questionar a imparcialidade do PGR.
“Consoante mencionado na decisão recorrida, não é possível reconhecer, a partir dessa afirmação,
“Consoante mencionado na decisão recorrida, não é possível reconhecer, a partir dessa afirmação,
inimizade capital entre o Procurador-Geral da República e o Presidente da República. A referência
foi a ‘ ‘quaisquer investigações de autoridade com prerrogativa de foro” , disse Fachin sobre a fala
do procurador. Leia a íntegra do voto do relator.
“O PGR agiu no legítimo interesse de sua instituição e frases de efeito são ditas a todo momento”,
afirmou o ministro Luiz Fux.
Para Lewandowski, as causas de suspeição são pessoais e demandam a atuação daquele que se quer
Para Lewandowski, as causas de suspeição são pessoais e demandam a atuação daquele que se quer
afastar do processo.
“O eminente procurador-geral da República, exercendo o seu manus constitucional, pediu a
“O eminente procurador-geral da República, exercendo o seu manus constitucional, pediu a
investigação e denunciou o presidente da República. Estava dentro do seu âmbito de competência”,
afirmou o ministro.
“Não posso deixar de reconhecer a atuação responsável, legítima e independe do procurador-geral da
“Não posso deixar de reconhecer a atuação responsável, legítima e independe do procurador-geral da
República Rodrigo Janot, que tem exercido a chefia do Ministério Público da União com grande
seriedade, atento aos gravíssimos encargos que incidem sobre o Ministério Público, notadamente em
situações que envolvem implacável e necessária persecussão estatal movida em face de delinquentes
(…) Não constitui demasia assinalar que regimes autocráticos, que governantes ímprobos, que
cidadãos corruptos temem um Ministério Público independente”, disse o decano Celso de Mello.
SUSPEIÇÃO DE JANOT
O presidente Michel Temer pediu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin a
SUSPEIÇÃO DE JANOT
O presidente Michel Temer pediu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin a
suspeição e o impedimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em agosto.
O advogado e amigo de Temer, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, alega que “já se
O advogado e amigo de Temer, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, alega que “já se
tornou público e notório” que Janot “vem extrapolando em muito os seus limites constitucionais e
legais inerentes ao cargo que ocupa” no caso que contra o presidente.
“A motivação, tudo indica, é pessoal. Estamos assistindo a uma obsessiva conduta persecutória”,
“A motivação, tudo indica, é pessoal. Estamos assistindo a uma obsessiva conduta persecutória”,
escreveu a defesa de Temer.
Fachin negou o pedido, mas a defesa recorreu e o caso chegou ao plenário nesta 4ª.
Fachin negou o pedido, mas a defesa recorreu e o caso chegou ao plenário nesta 4ª.
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