quarta-feira, 13 de setembro de 2017

SUPREMO DÁ UMA AJUDINHA AO JANETE E O MANTEM A FRENTE DAS INVESTIGAÇÕES CONTRA O POSTIÇO.... JOÃO PLENÁRIO NÃO COMPARECEU


PGR deve oferecer nova denúncia contra o presidente. Decisão foi unânime; Gilmar Mendes 
não compareceu. Folha já sabe que Temer será absolvido. Maçã podre do Janot apodreceu 
todas as provas

LUIZ FELIPE BARBIÉRI  

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na tarde desta 4ª feira (13.set.2017) por unanimidade que 
o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, continuará comandando investigações envolvendo 
o presidente Michel Temer.
A maioria dos ministros negou pedido da defesa do peemedebista para o afastamento do procurador. 
Votaram pela manutenção de Janot à frente dos inquéritos sobre Temer os ministros Edson Fachin 
(relator), Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso 
de Mello e Cármen Lúcia. Os ministros Luís Roberto Barroso e o desafeto de Janot, Gilmar Mendes, 
não compareceram à sessão.
Fachin disse que as atitudes de Janot, apesar de censuráveis, não revelam “inimizade capital” contra 
Temer e não são “hábeis” para afastar o procurador-geral.
O ministro também citou em seu voto frase dita em julho pelo PGR durante 1 congresso de 
jornalismo investigativo em São Paulo. Na oportunidade, Janot declarou que “enquanto houver 
bambu, lá vai flecha”. A defesa de Temer usou a fala para questionar a imparcialidade do PGR.
“Consoante mencionado na decisão recorrida, não é possível reconhecer, a partir dessa afirmação, 
inimizade capital entre o Procurador-Geral da República e o Presidente da República. A referência 
foi a ‘ ‘quaisquer investigações de autoridade com prerrogativa de foro” , disse Fachin sobre a fala 
“O PGR agiu no legítimo interesse de sua instituição e frases de efeito são ditas a todo momento”, 
afirmou o ministro Luiz Fux.
Para Lewandowski, as causas de suspeição são pessoais e demandam a atuação daquele que se quer 
afastar do processo.
“O eminente procurador-geral da República, exercendo o seu manus constitucional, pediu a 
investigação e denunciou o presidente da República. Estava dentro do seu âmbito de competência”, 
afirmou o ministro.
“Não posso deixar de reconhecer a atuação responsável, legítima e independe do procurador-geral da 
República Rodrigo Janot, que tem exercido a chefia do Ministério Público da União com grande 
seriedade, atento aos gravíssimos encargos que incidem sobre o Ministério Público, notadamente em 
situações que envolvem implacável e necessária persecussão estatal movida em face de delinquentes 
(…) Não constitui demasia assinalar que regimes autocráticos, que governantes ímprobos, que 
cidadãos corruptos temem um Ministério Público independente”, disse o decano Celso de Mello.
SUSPEIÇÃO DE JANOT
O presidente Michel Temer pediu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin a 
suspeição e o impedimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em agosto.
O advogado e amigo de Temer, o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, alega que “já se 
tornou público e notório” que Janot “vem extrapolando em muito os seus limites constitucionais e 
legais inerentes ao cargo que ocupa” no caso que contra o presidente.
“A motivação, tudo indica, é pessoal. Estamos assistindo a uma obsessiva conduta persecutória”, 
escreveu a defesa de Temer.
Fachin negou o pedido, mas a defesa recorreu e o caso chegou ao plenário nesta 4ª.



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