quinta-feira, 14 de setembro de 2017

POVO SEM MEDO FAZ CAMINHADA ATÉ A PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO PARA EXIGIR MORADIAa


Integrantes da ocupação Povo Sem Medo querem que ao menos uma parte do terreno seja 
destinada à programas de habitação social.

São Paulo – Integrantes da ocupação Povo Sem Medo de São Bernardo do Campo fizeram nesta 
quarta-feira (13) uma passeada até à prefeitura para reivindicar que a gestão municipal atue como 
intermediadora junto à empresa dona do terreno ocupado. Eles exigem que ao menos uma parte do 
terreno de 60 mil metros quadrados – e sem uso há 40 anos – seja destinada à moradia social. 


Integrantes do MTST foram da ocupação Povo Sem Medo até a prefeitura para exigir 
intermediação

Uma comissão do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) foi recebida pelo prefeito 
Orlando Morando (PSDB), que ressaltou que a gestão municipal tem atualmente 1.980 cadastradas 
que recebem auxílio aluguel. O MTST espera aprofundar o diálogo.
“O que estamos indo cobrar é que o prefeito tome um posicionamento, que não seja ficar defendendo 
despejo, mas que seja um posicionamento de discutir a situação habitacional das famílias e ajudar a 
construir uma solução em que as pessoas tenham moradia”, disse o coordenador nacional do MTST, 
Guilherme Boulous.
São Bernardo é o município da região do ABC, na grande São Paulo, que registra o maior déficit 
habitacional, com 90 mil famílias sem moradia. Em toda a região, são 230 mil famílias sem teto.
A ocupação Povo Sem Medo começou com 500 famílias, no último dia 2. Hoje são mais de 6 mil 
famílias cadastradas. São pessoas que moravam em áreas de risco ou, simplesmente, que não têm 
condições de pagar um aluguel.
“A gente dorme nos barracos. A gente tem toda uma estrutura de limpeza e organização para que não 
vire bagunça, que é o que todo mundo pensa que é, e, na verdade, não é”, conta Marcela Fernanda, 
que está desempregada.
“A gente se organiza. A gente tem cozinhas coletivas aonde todo mundo possa se alimentar. É água 
trazida nas costas. A gente se vira como pode, mas a solidariedade aqui reina”, afirma Maria das 
Dores, uma das coordenadoras da ocupação.
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