sexta-feira, 26 de maio de 2017

Os encontros Temer-Joesley: “diz que seu nome é Rodrigo”. Ouça



POR FERNANDO BRITO  
Áudio divulgado pelo Estadão revela mais um detalhe sórdido nas relações que Michel Temer 
mantinha, secretamente, com o empresário Joesley Batista, da JBS.
O “homem da mala” Rodrigo Rocha Loures orienta Joesley a isar seu nome, Rodrigo, ao identificar-
se na entrada do Palácio do Jaburu, residência oficial (por enquanto) de Michel Temer.
Era a senha para libertar a entrada para os “embalos da garagem” que antecediam a “festa da 
mochila”.
Basta a leitura do diálogo, que você pode ouvir no trecho que selecionei e coloco ao final do post, 
nem é preciso comentar. As conclusões são inevitáveis.
Loures pergunta a Joesley. “A conversa com ele (Temer) foi boa lá aquele dia?”
Joesley: “Muito boa, muito boa. Eu tava precisando ter aquela conversa lá com ele. Primeiro, 
brigado.”
Loures: “Imagina.”
Joesley: “Super, super discreto ali, bem, é, também dei meu nome nada. Entrei, entrei direto na 
garagem, desci, fui ali naquela salinha ali.”
Loures: “Protege você, te deixa à vontade, dá para fazer sempre assim. Quando for, quando você 
chegar e o cara pergunta, teu nome é ‘Rodrigo’. O menino… como aqueles militares ali da portaria 
não são controlados por nós, a gente nunca sabe quem vai estar naquela posição. O Comando fica 
trocando esses caras. Quando você chega, a placa do (inaudível). Diz: ‘O ‘Rodrigo’ vai chegar aí 
com o carro tal’. O menino que está na porta sabe nada.”
Joesley: “Funcionou super.”
Loures: “Ele queria acho que também falar com você, te ouvir, não é? E da outra vez, ele perguntou 
naquele dia, ele falou assim: ‘mas ele te disse o que é?’. Eu falei: ‘Presidente, nem disse, nem eu 
perguntei, porque (inaudível)’. Daí ele até disse assim: ‘é, então, mas diga a ele que se ele quiser 
falar, que ele pode falar com você’.”
Joesley: “Isso.”
Rocha Loures: “‘Ele só vai falar se ele quiser falar. Então, tem que deixar o Joesley à vontade’.”
Joesley: “Agora eu estou autorizado, porque ele me autorizou.”
Joesley aponta a Rocha Loures quem eram seus interlocutores no Planalto.
Joesley: “Então, primeira coisa que eu fui falar com ele era exatamente isso. (Inaudível) Eu disse 
assim: ‘Michel, eu falava (inaudível) com o Eduardo. Aconteceu o que aconteceu com o Eduardo, 
enfim, aí eu fui falar com o Geddel. Aí eu tava falando com o Geddel, tudo bem, aí aconteceu o que 
aconteceu com o Geddel, que eu falava com o Padilha aí, acho que hoje o Padilha está voltando, 
mas…”
Rocha Loures: “Voltou já.”
Joesley: “Isso, aí o Padilha estava naquela situação. Pô, eu tenho que achar com quem que eu falo. 
Aí ele falou: ‘Pode falar com o Rodrigo, o Rodrigo é da minha mais alta confiança. Tudo’. Então, 
pronto. Falei, então: ‘Então, pronto, agora eu tô em casa’. Aí, então, foi ótimo, foi conversa. Falei, 
então, o seguinte: ‘não vou ficar te enchendo o saco, vou falar tudo com o Rodrigo que eu precisar, 
nós vamos tocando. Se em algum momento tiver alguma coisa que eu ache que é importante, aí eu 
venho’.”
Loures: “Aí vocês se encontram.”
Joesley: “Isso.”

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