quinta-feira, 16 de junho de 2016

“OCULTO E EM SEGREDO DE JUSTIÇA”! QUA....QUA...QUA....RODRIGO (NÂO VAZO) JANETE


Jânio: por que esse ressentimento do Janot ? 

Entre as instituições irremediavelmente desmoralizadas pelo Golpe, o Ministério Público Federal do 
Janot ocupa lugar de reluzente destaque.
Ele segurou o Aecim em Furnas o quanto pode.
E só mandou processá-lo, para, no dia seguinte, mandar encarcerar o Lula.
Manteve o Cunha na presidência da Câmara até que o Cunha aprovasse o impeachment.
Perdida a serventia, até o PiG jogou o Cunha na latrina.
O Ministério Público vazou que ele ia pedir a cadeia do Renan.
Ficou solarmente claro que os vazadores eram do Ministerio Publico !
Então, o Janot, severo, disciplinador, implacável, sempre sóbrio mandou a PF do Daiello (quá, quá, 
quá !) investigar o vazamento.
Depois, ele pediu ao Ministro Teori que mandasse prender o Renan.
O Teori o desmoralizou publicamente: não ia prender com as provas apresentadas.
Agora, tem a vazação do Machado, que levará, inevitavelmente, à deposição do Traíra – 
esse administra(va) rachunchos
O mais grotesco é que a Fel-lha publicou online a íntegra do depoimento do Machado.
E aparece lá, na segunda página:
“PROCEDIMENTO OCULTO E EM SEGREDO DE JUSTIÇA”
Quá, quá, quá !
E o Janot não pede pra sair…
Como diz o Jânio, no artigo na Fel-lha,“Fáceis mas problemas”:
Os dois últimos antecessores de Janot, Antonio Fernando de Souza (hoje principal advogado de 
Eduardo Cunha) e Roberto Gurgel deixaram no cargo uma imagem de exaltação e pouco equilíbrio 
que o novo procurador-geral veio mudar. A combinação de comedimento e firmeza trazida por Janot, 
porém, desaparece com rapidez, contaminada por modos típicos da Lava Jato. 
A mais recente evidência da mudança levou-a a ficar bem caracterizada na decisão, elegante mas 
enérgica, do ministro Teori Zavascki sobre a prisão de José Sarney, Renan Soares e Romero Jucá, 
pedida por Janot. Zavascki considerou que "ao contrário do que sustenta o procurador-geral da 
República, nem se verifica situação de flagrantes crimes inafiançáveis, (...) nem há suficiência 
probatória apta" na fundamentação do pedido. Impossível imaginar que Janot não conhecesse tais 
carências. Chegou, no entanto, a afirmar no pedido que os três estavam "executando meios de 
embaraçar (...) a investigação criminal".
Entre pensar em, desejar e sugerir, como fizeram os três, e estar "executando", a distância é igual à 
existente entre o equilíbrio devido e propósitos tão reprováveis quanto o desejo de prender por 
prender, por possuir o poder de fazê-lo, por um ressentimento, algo assim. Como sabia o Rodrigo 
Janot de poucos meses atrás.

PHA
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