segunda-feira, 13 de junho de 2016

JANETE VERSUS JOÂO PLENÁRIO: QUEM VAZA NAIS ?


Procurador Geral da República, fingiu-se irritado, ao afirmar que o Ministério Público não vaza 
os inquéritos que estão sob sua responsabilidade (Qua..Qua..Qua...). Como vazou ontem a 
manifestação de Janot mandando de volta para Moro o inquérito que investiga Lula mas, 
curiosamente, não vazou a defesa a apresentada pelo ex-presidente, ele cobra coerência entre atos 
e palavras da PGR.

A dobradinha Janot e Globo já está manjada. 
Os conspiradores já estão manjados. 

No Instituto Lula

Novo vazamento da PGR contraria discurso de Janot


No mesmo dia (10/06) em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, condenou e negou 
publicamente o uso de vazamentos ilegais por parte do Ministério Público, o ex-presidente Lula foi 
novamente vítima dessa prática criminosa.
Quase simultaneamente à fala do procurador-geral, mais um documento sigiloso assinado por Janot 
chegava à TV Globo.
Foi mais um movimento claramente direcionado a indispor o ex-presidente Lula com a opinião 
pública e a constranger o Supremo Tribunal Federal.
Exatamente o que o chefe maior do Ministério Público condenou em seu discurso aos procuradores 
eleitorais.
O objeto do crime, desta vez, foi a manifestação do PGR no inquérito 4.170, solicitando sua remessa 
à vara do juiz Sergio Moro em Curitiba. Trata-se do inquérito que investiga a suposta “compra de 
silêncio” do réu Nestor Cerveró – no qual não há um fiapo de prova contra o ex-presidente Lula.
A petição do PGR ao Supremo, com base em delação caluniosa, é datada de 23 de maio e foi 
rebatida pela defesa do ex-presidente Lula em 27 de maio.
Passadas duas semanas, a manifestação do procurador Janot foi vazada (ilegalmente, repita-se) para 
a Globo, mas não a manifestação da defesa.
O vazamento de documentos da PGR contra Lula já se tornou sistemático: em 3 maio, foi a denúncia 
(infundada) contra o ex-presidente no caso Delcídio do Amaral; em 18 de maio foram os anexos a 
essa denúncia, e em 26 de maio a manifestação do procurador-geral sobre as gravações ilegais de 
conversas entre Lula e a presidenta Dilma Rousseff.
O combate à corrupção e à impunidade – fortemente impulsionados no Brasil pelos governos Lula e 
Dilma – não justifica as práticas arbitrárias que estão se tornando corriqueiras nos tempos recentes.
De todas essas práticas, uma das mais daninhas ao estado de direito é a cumplicidade entre setores da 
imprensa e do Ministério Público, promovendo o chamado trial by media (julgamento pela imprensa).
O vazamento de ontem soa como um desafio ao discurso de Rodrigo Janot. O procurador-geral 
deveria voltar a público e esclarecer mais um episódio direcionado contra o ex-presidente Lula.
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