sexta-feira, 10 de junho de 2016

GOVERNO MINEIRO FEZ CONTRATO COM EMPRESA DO PAI DE AECIM



Do Tempo:

O deputado estadual Rogério Correia (PT) entrou, nesta quarta-feira (8), no Ministério Público 
Estadual (MPE), com um pedido de investigação contra um Termo de Parceria Técnica feito pela 
Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), realizado em 2010, com uma firma 
que, na época, era de propriedade do pai do então governador Aécio Neves (PSDB).
A documentação do acordo, obtida pelo Aparte, mostra que a Epamig firmou um contrato com a 
Perfil Agropecuária e Florestal Ltda no valor de R$ 150 mil. Na época, Aécio Ferreira da Cunha era 
sócio-proprietário da empresa, registrada na área de uma fazenda da família, localizada entre os 
municípios de Montezuma, no Norte de Minas, e Mortogaba, na Bahia.
Segundo a documentação, o Termo de Parceria Técnica foi assinado pela direção da Epamig e por 
Aécio Cunha no dia 19 de março de 2010, 11 dias antes de Aécio Neves deixar o governo de Minas 
para se dedicar aos preparativos de eleição ao Senado. Segundo o deputado petista, a questão levanta 
novas dúvidas sobre a “separação da vida pública e privada de Aécio”.
“Já fizemos denúncias parecidas com essa. Ele, enquanto governador, beneficia familiares com um 
acordo como este. O pai dele fez um contrato com o Estado enquanto ele era o chefe do Executivo. É 
claro que é algo a se desconfiar”, diz Correia, acusado pelos interlocutores de Aécio de ser um 
“perseguidor” do tucano. O parlamentar acredita que o processo deve ser aberto pelo MP ainda hoje.
O objetivo do acordo era a produção de sementes de feijão, com a estatal mineira ficando com uma 
parte da receita oriunda de uma futura venda. A empresa de Aécio Cunha precisaria realizar o plantio 
de 1.400 kg de sementes de feijão na Fazenda Ribeirão, no mesmo endereço registrado da Perfil 
Agropecuária e Florestal Ltda. A área possui cerca de 950 hectares.
Com a morte de Aécio Cunha, no final de 2010, a empresa passou para o nome dos filhos Aécio 
Neves e Andréa Neves. Eles continuam como sócios-proprietários. Em contato com a coluna, o 
senador afirmou que, por não ser proprietário da fazenda na época, não dispõe de informações sobre 
o assunto.
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