
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e os seus advogados já consideram a possibilidade de fazer delação premiada. A informação é dos colunistas Andreza Matais e Marcelo de Moraes, do "Estadão".
A medida foi discutida em reunião na madrugada desta quarta-feira (15) e a decisão de delatar vem como resposta à sucessivas derrotas sofridas por Cunha e sua família nos últimos dias.
Segundo a coluna, um assessor jurídico de Cunha disse que ele não quer fazer a delação, mas não afasta nenhuma hipóteses, ainda mais depois da derrota no Conselho de Ética e também do bloqueio de bens dele e da mulher, a jornalista Cláudia Cruz. Cunha também viu seu nome excluído do rol de pedido de prisão indeferidos pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A delação pode vir, principalmente, para defender a mulher, que se tornou ré do juiz federal Sérgio Moro na investigação da Lava Jato. "Ele está mais incomodado com a situação da Cláudia", disse o assessor ao Estadão.

Cunha sabe demais e não vai cair sozinho
Para boa parcela do PMDB, Cunha é uma bomba-relógio; se ele cair definitivamente, pode acabar fechando um acordo de delação premiada
A um passo de ficar inelegível por 11 anos após o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovar parecer favorável à sua cassação, o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não deve “cair sozinho”, preveem políticos em Brasília.
Para boa parcela do PMDB, Cunha é uma bomba-relógio. Ele sabe muito “e não cairia sozinho”, afirmou um interlocutor ao jornal Folha de S.Paulo. “Pode ser o começo de uma grande confusão”, previu um cacique.
Para outros, as ameaças que ele vem disparando nos bastidores não passam de “blefe”. Acontece que sua queda definitiva lhe custará o foro privilegiado, e seu caso deixará o Supremo Tribunal Federal (STF) para cair nas mãos do juiz Sergio Moro, da Justiça Federal em Curitiba.
Muitos temem que o fato seja suficiente para Cunha costurar um acordo de delação premiada, levando com ele uma enxurrada de outros políticos. Cunha, no entanto, diz que é inocente dos crimes que lhe atribuem e que por isso não há nada a delatar. Para um investigador da Lava Jato, ter Cunha e Marcelo Odebrecht frente a frente “seria o melhor fim do mundo”.
Sobre o governo interino de Michel Temer, a queda definitiva de Cunha terá impacto na mesma medida em que o Planalto se comprometer a salvá-lo da cassação. Para que o parlamentar perca o cargo e fique inelegível serão necessários 257 votos dos 512 deputados.
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