terça-feira, 21 de junho de 2016

BROI: PIG PROTEGE FHC E PRIVATARIA TUCANA


Daniel Dantas e Gilmar (PSDB-MT) são os donos do Brasil 

A operadora de telefonia Oi pediu recuperação judicial nesta segunda-feira (20). No total, a 
empresa incluiu R$ 65 bilhões em dívidas no processo. É o maior pedido de recuperação 
judicial já protocolado no Brasil, recorde que pertencia à OGX, do empresário Eike Batista, 
que declarou à Justiça ter dívidas de R$ 11,2 bilhões em 2013. Também na segunda, a Oi 
divulgou que havia conseguido 180 dias para renegociar suas dívidas com credores em acordo 
com o BNDES.

O PiG dessa terça-feira 21/06 demonstra dose máxima de suíno-hipocrisia.
Ao noticiar o maior estouro do Capitalismo (sic) brasileiro, a patranha da BrOi, protege,
vergonhosamente:
- a Privataria Tucana, mãe e pai de todas as roubalheiras;
- Daniel Dantas, o maior beneficiário da Privataria (ver na aba "não me me calarão" como ele gosta 
de apanhar);
- e Gilmar (PSDB-MT), que deu dois HCs Canguru para tirar Dantas da cadeia, mesmo depois de
Globo mostrar o crime de Dantas, na Operação Satiagraha.
O Farol dos Piratas, o PiG cheiroso, a Fel-lha, e o que não se levantará do estado comatoso protegem 
os tucanos - de Dantas, Gilmar, FHC ao clã Padim Pade Cerra - e põem a culpa no Lula.
Culpa que o Lula tem: ler "Operação Banqueiro", de Rubens Valente, onde se sabe que sem Gilmar 
não existiria Dantas.
Fala, Vaccari, fala!

A patranha da BrOi estourou no 
colo do Trambolho. Moro, chama 
o Vaccari e o ínclito banqueiro 
pra conversar. E leia "Operação 
Banqueiro", do Rubens Valente, 
onde se sabe que, sem Gilmar 
(PSDB-MT) não existiria o 
Dantas. Veja também o que o 
Samuel Possebon disse aqui sobre 
esse que é o Maior Escândalo do 
Capitalismo (sic) Brasileiro!


Mas, suinamente, o PiG protege os seus.
Se o Dr Moro fosse tudo o que a revista Time e a Globo dizem que ele é chamaria Dantas e 
congêneres para uma conversinha.
Mas, não vem ao caso !
A seguir, leia editorial que o brilhante Rubens Glasberg, com poderes de bruxo, escreveu em 06 de 
maio de 2008:
Um silêncio ensurdecedor
A seguir, editorial da revista TELETIME que circula em maio e analisa a formação da BrOi. A 
reportagem de capa explica detalhes sobre a fusão e como o negócio deflagrou a reestruturação do 
modelo de telecom.
"Depois de quase quatro meses de reportagens em off, balões de ensaio plantados até em colunas 
sociais e uma desenfreada especulação na bolsa de valores foi finalmente revelada a engenharia 
necessária para a criação da megatele nacional, a chamada BrOi, resultado da reestruturação 
societária da Oi, seguida da compra do controle da Brasil Telecom.
Atendidos os interesses dos acionistas que querem sair do negócio e dos outros que pretendem 
ampliar sua participação no controle, passa-se agora a discutir as mudanças no Plano Geral de 
Outorgas (PGO) e as novas políticas públicas de telecomunicações necessárias para a viabilização do 
acordo que, pelas regras vigentes, é irregular. Ou seja, só agora vai se definir qual é o interesse 
público a ser atendido. É uma inversão completa de procedimentos. Mas governo, órgãos 
reguladores, partidos políticos, grande imprensa, os supostos concorrentes da BrOi e até os 
sindicatos das categorias sujeitas aos inevitáveis cortes de empregos decorrentes da incorporação 
acham tudo normal, salvo uma tímida iniciativa do DEM junto ao TCU.
E no meio desse megaprojeto, para o qual serão alocados recursos superiores a R$ 12 bilhões sem 
que se conheça ainda o plano de negócios, emerge uma informação que não provoca nenhum 
impacto entre os denominados formadores de opinião de nosso curioso País: o Opportunity, de 
Daniel Dantas, receberá um total de US$ 1,1 bilhão. É isso mesmo. Serão cerca de US$ 900 milhões 
pelas participações na Oi e BrT e outros US$ 200 milhões pela parte na Telemig Celular, 
recentemente vendida para a Vivo.
As acusações que pesaram contra o Opportunity (na Justiça do Brasil e de outros países) por fraude, 
desvio de recursos, enriquecimento ilícito, espionagem, corrupção serão esquecidas em troca de um 
acordo que viabilize uma grande empresa nacional. Os prejuízos totais, ao longo dos sete anos de 
administração "opportunista" só na BrT eram estimados pelos fundos de pensão e pelo Citi, que 
defenestraram Dantas em 2005, em valores acima de US$ 1 bilhão, podendo chegar a até US$ 2 
bilhões. É incrível. O Opportunity entrou no processo de privatizações como administrador de 
recursos de terceiros. Investiu nada ou quase nada de dinheiro próprio e amealhou em dez anos só 
nas telecomunicações (sem falar de outros negócios como Metrô do Rio, Santos Brasil e Sanepar) 
uma fortuna que se estima entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões.
De onde sairão os recursos para premiar Daniel Dantas e apagar todo um período da História do 
Brasil? Pelo que foi explicado, quem bancará esse supernegócio serão o BNDES, os fundos de 
pensão e os minoritários da Oi. A explicação de dois presidentes de fundos de pensão a TELETIME 
News é estarrecedora. "Nós não somos a Justiça nem a Polícia. O que podíamos levar às autoridades 
nós levamos e até hoje não existe uma decisão judicial que nos respalde", disse um deles. Outro 
chegou a comparar a situação à do instalador de torre para telefonia móvel que se vê obrigado a fazer 
acordo com o traficante para subir o morro e fazer seu serviço. E é muito provável que esses gestores 
se sintam desamparados e inseguros, na pessoa física, temendo eventuais processos milionários 
promovidos pelo batalhão de advogados dos principais escritórios de advocacia do País contratados 
pelo Opportunity.
A explicação do BNDES, que como instituição de fomento do governo para o desenvolvimento de 
projetos nacionais está bancando um arranjo societário privado na Oi para a compra de outra 
empresa (a BrT), chega a ser bisonha. "O apoio à reestruturação societária da Oi/Telemar utilizará 
recursos provenientes do giro da carteira de ações da BNDESPar, o que não envolve recursos do 
Tesouro ou do Fat", afirmou a assessoria de imprensa do banco em resposta a artigo do jornalista 
Elio Gaspari, na Folha. Como se carteira de ações da BNDESPar resultasse de um processo de 
geração espontânea sem ser patrimônio público.
O Citi, por sua vez, não explica nada. Fez acordo com Dantas no processo que corria na Justiça de 
Nova York depois dos advogados do Opportunity recorrerem à documentação obtida pela 
bisbilhotice da Kroll, a e-mails internos do Citi e acusou o banco e os fundos por conspiração 
política, corrupção, alianças com a Andrade Gutierrez (que dividirá com a La Fonte o controle da 
BrOi), envolvendo até o nome do presidente Lula.
Mas nessa história toda o que mais surpreende é praticamente uma unanimidade nacional: a grande 
imprensa e todos os partidos atuantes no Congresso ignoram o capítulo Opportunity quando 
informam ou comentam a BrOi. Suspeitam, se tanto, da lisura do negócio por conta da Gamecorp, 
empresa que tem o filho do presidente Lula como sócio na qual a Oi investiu R$ 10 milhões. Ou da 
contribuição declarada de R$ 4,6 milhões da Andrade Gutierrez à campanha presidencial de Lula em 
2006. O valor envolvido no caso Daniel Dantas é 700 a mil vezes maior do que o dinheiro injetado 
na Gamecorp. Isso, porém, não é considerado escândalo."
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