terça-feira, 21 de junho de 2016

A ENTREVISTA BOMBA DE EDUARDO CU...NHA FOI UM TRAQUE...ELE VAI PRA PROA DO SEU TITANIC SOZINHO


A “entrevista-bomba” de Eduardo Cunha foi 
um traque.

POR FERNANDO BRITO 

Voltou à velha história de que jaques Wagner,
em nome do governo, teria oferecido um acordo
para não haver investigação contra ele no
Conselho de Ética, em troca de que não se
abrisse o processo de impeachment.
Mas, além de não ter nada – nem testemunhas –
a provar, a narrativa ofende a lógica. Se ele
esperava votos para evitar o processo, porque os
recusou e deixou a aceitação do pedido de
afastamento para ser feita depois de perder a
votação quanto à admissibilidade do processo.
É óbvio que contava que PSDB e DEM, que
dependiam dele para iniciar o impeachment, fossem refugar, o que não aconteceu.
Ninguém levou a sério as “ameaças de morte” que disse ter sofrido e ele não se pejou de dizer que é 
o responsável pelo afastamento da presidência, deixando no ridículo os que ainda tentam dizer que o 
processo foi conduzido institucionalmente: “tenho a consciência tranquila que livrar o Brasil da 
Dilma e do PT será uma marca que terei a honra de carregar”, afirmou.
Tem razão: o impeachment tem a cara de Cunha.
De resto, mesmo ele tendo alegado que pediu para que aliados não comparecessem, a entrevista só 
serviu para exibir uma crescente solidão de Cunha, que se agarra aos recursos apresentados à Câmara 
e ao Supremo que, hipoteticamente, lhe permitiriam anular a votação da Comissão de Ética.
Nem uma nem outro vão acatá-los, já está claro. Cunha age no limite entre a frieza e a loucura.
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