sexta-feira, 13 de maio de 2016

WIKILEAKS AFIRMA QUE TEMER FOI INFORMANTE DOS EUA


No Twitter, o perfil oficial do Wikileaks afirma que o presidente interino do Brasil, Michel 
Temer (PMDB), foi informante da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil; segundo os 
documentos divulgados pela organização sueca, Temer teria falado com a embaixada via 
telegrama e o conteúdo seria classificado como “sensível” e “para apenas uso oficial”, no dia 11 
de janeiro 2006 (quarta-feira), às 14h02 e no dia21 de junho 2006 (quarta-feira), às 16h05; 
"são opiniões sobre as eleições que ocorreriam em 2006, quando Lula foi reeleito", diz 

Por Metrópoles

Em documentos divulgados na noite desta quinta-feira (12/5) no Twitter, o perfil oficial do 
Wikileaks afirma que o presidente interino do Brasil, Michel Temer (PMDB), foi informante da 
Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.
Segundo os documentos divulgados pela organização sueca, Michel Temer teria falado com a 
embaixada via telegrama e o conteúdo seria classificado como “sensível” e “para apenas uso oficial”. 
As transmissões dos arquivos teriam sido feitas no dia 11 de janeiro 2006 (quarta-feira), às 14h02 e 
no dia21 de junho 2006 (quarta-feira), às 16h05. Não há informações sobre o fuso horário da entrega.
Nos documentos divulgados, Temer passaria sua visão de como estava a situação política no Brasil 
na época. São opiniões sobre as eleições que ocorreriam em 2006, quando Lula foi reeleito.
Temer teria analisado cenários em que o partido dele (PMDB) poderia ganhar as eleições. Nos 
documentos, ele também teria falado sobre as diferenças entre Lula e Fernando Henrique Cardoso. 
Em uma das frases citadas no texto, Temer teria dito que “as classes C, D e E acreditam que 
Fernando Henrique roubou dos pobres e deu para os ricos. Já Lula roubou dos ricos para dar aos 
pobres”.
Os telegramas falam ainda sobre uma possível disputa entre um candidato do PMDB com Lula, caso 
não houvesse acordo entre os partidos. O nome de Anthony Garotinho teria sido cogitado neste 
momento, mas haveria uma resistência no PMDB. Germano Rigotto, na época governador do Rio 
Grande do Sul, e Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa, também foram cogitados.
Em outro trecho do documento, Temer se negou a prever como ficaria a corrida eleitoral, mas 
afirmou que haveria segundo turno. Disse apenas que “qualquer coisa poderia acontecer”. Na 
ocasião, ele teria confirmado que o seu partido não apresentava candidatos à presidência e que o 
PMDB não seria aliado do PT e nem do PSDB, pelo menos até o segundo turno.
Temer teria dito que o PMDB elegeria, naquele ano, entre 10 e 15 governadores pelo país. O partido 
teria também as maiores bancadas no Senado e na Câmara dos Deputados. Sendo assim, o presidente 
que fosse eleito teria que se reportar ao PMDB para governar. “Quem quer que vença a eleição 
presidencial terá que vir até nós para fazer qualquer coisa”, teria dito o político.
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