Sem nenhuma determinação judicial e com base apenas em um parecer da Procuradoria Geral
do Estado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou que a Polícia Militar
desocupasse nessa sexta-feira, 13, numa ação truculenta, três diretorias de ensino e a Escola
Técnica de São Paulo (Etesp), no centro da capital; pelo menos 89 estudantes foram levados
para Delegacias de Polícia para "prestar esclarecimentos"; para o presidente da OAB-SP,
Marcos da Costa, a decisão do poder público acaba "potencializando o conflito"; cerca de 300
estudantes protestaram contra as desocupações; "Foi uma ação semelhante ao que acontecia
na época da Ditadura Militar. Não é à toa que fizeram isso nesse momento de troca de
presidente, aproveitando que toda a atenção da mídia está voltada para o que está acontecendo
em Brasília", disse o estudante Miguel Ramos, de 17 anos; levantamento recente mostra que
Alckmin é rejeitado por mais de 70,8% dos jovens de São Paulo
SP 247 - Sem nenhuma determinação judicial e com base apenas em um parecer da Procuradoria
Geral do Estado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou que a Polícia Militar
desocupasse nessa sexta-feira, 13, numa ação truculenta, três diretorias de ensino e a Escola Técnica
de São Paulo (Etesp), no centro da capital.
Pelo menos 89 estudantes foram levados para Delegacias de Polícia para "prestar esclarecimentos",
Pelo menos 89 estudantes foram levados para Delegacias de Polícia para "prestar esclarecimentos",
segundo a Secretaria da Segurança Pública. Os alunos acusam policiais de agressão e ameaças. O
estudante Miguel Ramos, de 17 anos, aluno da Escola Técnica Horácio Augusto da Silva, na Vila
Guilherme, zona norte, criticou a postura do governo. "Foi uma ação semelhante ao que acontecia na
época da Ditadura Militar. Não é à toa que fizeram isso nesse momento de troca de presidente,
aproveitando que toda a atenção da mídia está voltada para o que está acontecendo em Brasília",
disse.Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, Marcos da Costa,
cabe ao Judiciário "intermediar o conflito" e a decisão do poder público acaba "potencializando o
conflito". "Não é desbaratado falar que é legal. Existe, de fato, a possibilidade pelo Código Civil",
afirma. "Mas seria mais prudente, até para evitar uma situação crítica, buscar a Justiça."
Estudantes protestam
Após as desocupações, cerca de 300 estudantes se reuniram na noite desta sexta-feira, 13, em
Após as desocupações, cerca de 300 estudantes se reuniram na noite desta sexta-feira, 13, em
protesto contra a ação da Polícia Militar. Manifestação reuniu alunos de escolas técnicas, jovens de
escolas estaduais e universitários, além de integrantes do Movimento Passe Livre e professores.
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