sexta-feira, 20 de maio de 2016

LULA DESMASCARA OS IRMÂOS METRALHAS MARINHO E REVELA AS MANIPULAÇÔES DO JN CONTRA ELE


Instituto Lula

Na noite de quarta-feira (18), o Jornal Nacional publicou matéria sobre denúncia da Procuradoria-
Geral da República que corre sob sigilo de justiça. Além de configurar um vazamento ilegal, o
contato por uma resposta do Instituto Lula foi feito apenas às 20:09 da noite, 20 minutos antes do
jornal ser levado ao ar e 40 minutos antes da matéria ser veiculada. O prazo dado para a resposta foi
de 26 minutos.
A produção da reportagem, que contou com material gráfico e passagens externas da repórter Camila
Bomfim, indica que não se trata de matéria produzida de última hora. No improviso, apenas o
contato para que o ex-presidente pudesse oferecer sua versão dos fatos, embora, com prazo tão
reduzido, tenha sido impossível oferecer mais que uma nota oficial.
Apesar do prazo absurdo, a assessoria do Instituto Lula enviou nota ao Jornal Nacional às 20:31. A
nota rebate as supostas "provas" apresentadas na denúncia da PGR e explica o caso. Trata-se de
material que, analisado sob um jornalismo sério e criterioso, precisaria ter suas afirmações checadas
e poderia até mudar os rumos da apuração. Pelo contrário, o Jornal Nacional preferiu censurar o
texto e dar o caso por encerrado: apenas o primeiro parágrafo foi lido no ar.
Ou seja, efetivamente, a TV Globo, pelas mãos da repórter Camila Bomfim, produziu reportagem 
completamente alheia ao "outro lado", transformando o diálogo com o alvo de acusações inverídicas
sendo divulgadas ilegalmente em um gesto apenas protocolar.

Leia a íntegra da nota:

O ex-Presidente Lula já esclareceu em depoimento prestado à Procuradoria Geral da República, em 8
de março, que jamais conversou com o ex-Senador Delcídio do Amaral objetivando interferir na
conduta do condenado Nestor Cerveró ou em qualquer outro assunto relativo à operação Lava Jato.
O acordo de delação premiada negociado entre o Ministério Público Federal e Delcídio do Amaral
com a finalidade de permitir que o ex-senador saísse da prisão e tivesse as penas abrandadas não tem
o poder de alterar essa realidade. Primeiro, porque delação premiada não é meio de prova, mas "meio
de obtenção de prova", como já decidiu o Supremo Tribunal Federal (IQ 4.130-QO). Segundo,
porque a narrativa apresentada por Delcídio como parte desse acordo em relação a Lula é mentirosa
e incompatível com afirmações anteriores, emitidas de forma espontânea. Exemplo disso é a
gravação feita por Bernardo Cerveró, divulgada pela imprensa, em que Delcídio não menciona
qualquer atuação do ex-Presidente em relação a Nestor Cerveró ou à Lava Jato.
Os depoimentos prestados por Nestor Cerveró nos processos da Lava Jato deixam claro que quem de
fato tinha temor das revelações era Delcídio, pois a ele vieram ser imputadas graves acusações.
O Procurador Geral da República também fez referência a chamadas telefônicas entre um número
atribuído a José Carlos Bumlai e a outro que seria utilizado por Lula. No entanto, os extratos
anexados na peça processual revelam apenas a existência de chamadas entre dois terminais. Não
permitem concluir que as pessoas referidas efetivamente conversaram e muito menos saber o assunto
tratado.
Também é citado um e-mail do Instituto Lula sobre uma reunião agendada entre o ex-Presidente e
Delcídio do Amaral. O documento apenas demonstra que Delcídio pediu uma reunião com Lula e
nada mais. Lula já esclareceu em depoimento que seus contatos se restringiam à função de Delcídio
como líder do governo.
O ex-Presidente tem a sua vida investigada há 40 anos e já foi submetido a condução coercitiva que
o privou da liberdade sem previsão legal, além de ter sofrido reprovável devassa em sua vida, na de
seus familiares e até mesmo na relação com seus advogados. Nem mesmo esse abuso de autoridade
permitiu a identificação de qualquer elemento que pudesse indicar a prática de um ato ilícito, porque
Lula sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois de exercer dois mandatos como presidente da 
República.
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