quarta-feira, 6 de abril de 2016

VIDEO: DEPOIS DE 5 ANOS DE ZÉ RUELA, GOVERNO VOLTA A TER MINISTRO DA JUSTIÇA



O Cafezinho incentiva fortemente, desesperadamente, religiosamente, que os leitores assistam à
entrevista com o ministro Eugênio Aragão.
É a primeira pessoa de coragem que eu vejo aparecer no governo Dilma.
Coragem, erudição, inteligência e uma refinadíssima sensibilidade política.
Aragão pode ser o homem que salvará o Brasil dos terroristas morais do ministério público, os quais, 
em nome da luta contra a corrupção, conceberam o sonho demoníaco de demolir todas as empresas 
nacionais.
Aragão explica que destruir as grandes empresas de engenharia representaria um atraso de 10 a 15 
anos em nosso desenvolvimento.
São essas empresas, com todos os seus problemas, que detêm tecnologias próprias para operar em 
solo brasileiro.
As empresas estrangeiras, mesmo que quisessem muito, demorariam anos para entender como operar 
no país, e mesmo assim dificilmente investiriam grandes quantidades de capital.
Sem contar que, com essa cultura jurídica, de destruir a empresa primeiro para investigar depois, 
nenhuma companhia internacional vai ser arriscar pôr os pés no Brasil.
Nassif e Aragão comentam ainda o crime histórico cometido pelo Ministério Público brasileiro, de 
partilhar informações sensíveis da Petrobrás com o Departamento de Estado americano.
Aragão é a primeira grande conquista da atual crise política: habemus, finalmente, um ministro da 
Justiça.
Obrigado, oposição, por derrubar o anterior, que não pode tomar posse para não perder a 
aposentadoria de procurador.
O irônico é que José Eduardo Cardozo, que foi o pior ministro da Justiça de todos os tempos, agora 
se revela um brilhante advogado-geral da União.
Coisas da vida.
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Para Aragão, país vive onda de ódio que diz respeito aos derrotados de 2014
Por Yara Aquino, na Agência Brasil

O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse na última segunda-feira (4), em entrevista ao programa 
Brasilianas, da TV Brasil, que a justiça se considera intocável, mas ela também deve ser objeto de 
debate e exame minucioso. O ministro afirmou ainda que o Brasil vive atualmente uma “onda de 
ódio”, que diz respeito àqueles que foram derrotados nas eleições de 2014.
“A gente não deve ter medo, na Justiça, de ser objeto de debate político. A Justiça acha que ela é 
intocável, tocar na Justiça é submetê-la a indevidos constrangimentos. Não, a Justiça deve ser objeto 
de escrutinização sim, mas desde que isso se faça em modo absolutamente republicano, não com 
objetivo de influenciar nessa ou naquela decisão do juiz, e sim de ver o sistema como um sistema 
que tem suas falhas e permite, por exemplo, que um agente que goste mais de aparecer utilize a 
Justiça como um palco, e isso não é bom para o país”, disse o ministro durante a entrevista.
Aragão afirmou que no atual momento político do país uma “onda de ódio está tomando conta da 
sociedade” e, na sua avaliação, essa onda não diz respeito necessariamente à percepção da 
corrupção: “Me parece que ela é anterior a isso. Ela diz respeito, na verdade, a insatisfações de 
ordem política, de escolhas políticas, principalmente no que diz respeito àqueles que foram 
derrotados nas eleições de 2014 e, de certa forma, a corrupção serve de veículo, apenas, para essa 
insatisfação. Na verdade, utiliza-se muito o fenômeno da corrupção como um fenômeno que 
legitimaria essa onda de exaltação”.
Para Aragão, a corrupção no Brasil é um fenômeno antigo e sistêmico, e portanto, mais complicado 
de ser combatido que a corrupção pontual. Ele criticou ofensas pessoais a ministros do Supremo 
Tribunal Federal e disse que o Estado deve reagir por se tratar de um comportamento que não é 
tolerável na sociedade democrática. “Aí, compete ao Estado reagir, com seu monopólio de repressão 
usando a Polícia Federal. Agir agressivamente contra ministros, buscando com isso influenciar sua 
atuação, submetê-los a constrangimento público, isso não é tolerável na sociedade democrática”, 
disse o ministro da justiça durante a entrevista.
Aragão comentou a decisão individual do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar 
Mendes, de suspender a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do cargo de ministro-chefe 
da Casa Civil. Segundo Eugênio Aragão, o Supremo é muito cauteloso em suas decisões e elas são 
submetidas ao plenário quando envolvem um impacto político maior, mas ele avalia que a decisão de 
Mendes não passou por esse controle. “Essa decisão do ministro Gilmar Mendes não passou por esse 
crivo de controle. Foi uma decisão realmente com enorme impacto que ele tomou com risco próprio, 
mas continuo acreditando que o Supremo é o órgão da Justiça em que a gente deve ter a maior 
confiança porque é o órgão de cúpula. As pessoas que ali estão já mostraram em vários episódios que 
não estão a favor deste nem daquele outro governante”, disse.
Questionado sobre os vazamentos de informações ocorridos durante a operação Lava Jato, o ministro 
disse que é preciso ter cuidado antes de apontar de onde partem os vazamentos: “Muitas das 
informações que vêm indevidamente ao público são deliberadamente trazidas através até da atuação 
jurisdicional. Não é só a polícia não; parece que a polícia, às vezes, dentro de uma competição que 
tem com o Ministério Público de quem mostra mais eficiência na operação, fica disputando os passos 
de exibição. Isso também não é bom, porque confunde o interesse público com o interesse 
corporativo”.
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