New York Times: Honesta, Dilma pode ser afastada por criminosos
Balaio do Kotscho
Na madrugada desta sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal tirou da presidente Dilma Rousseff a
Na madrugada desta sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal tirou da presidente Dilma Rousseff a
última bandeira para se segurar no cargo: a denúncia de que o processo de impeachment é um golpe.
Ao avalizar os ritos adotados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para a votação no
Ao avalizar os ritos adotados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para a votação no
domingo, e negar recurso do governo para adiar o julgamento alegando cerceamento da defesa, por 8
votos a 2 (o ministro Toffoli, para não variar, estava ausente), o STF formalizou a legitimidade do
processo.
Após a debandada em sequência dos partidos aliados esta semana, acompanhando o desembarque
iniciado pelo PMDB, o governo refez as contas dos votos, dando-se conta da derrota iminente, e
resolveu antecipar o recurso à Justiça que já havia sido anunciado pelo ministro José Eduardo
Cardoso, da AGU, em caso de derrota na Câmara.
Quando o STF abriu a sessão, no meio da tarde, todos os levantamentos feitos sobre a votação
Quando o STF abriu a sessão, no meio da tarde, todos os levantamentos feitos sobre a votação
indicavam que já havia sido ultrapassada a barreira dos 342 deputados necessários para a aprovação
do impeachment. A oposição comandada por Eduardo Cunha e Michel Temer estava tão segura da
vitória, que, antes mesmo da decisão do STF ser anunciada, já promovia um jantar de comemoração
numa casa do Lago Sul de Brasília. Nas mesas em que 85 parlamentares festejavam em torno de
Michel Temer, comentava-se que já havia 363 votos garantidos a favor do afastamento de Dilma.
De uma hora para outra, depois de mais uma semana de fortes emoções, tudo mais virou passado, e
De uma hora para outra, depois de mais uma semana de fortes emoções, tudo mais virou passado, e
se tornou irrelevante, porque nada neste momento indica a reversão do crescimento da bola de neve
formada na direção do impeachment ,que não para de crescer, com a adesão de indecisos.
São os últimos capítulos de uma novela trágica que vai chegando ao fim _ pelo menos, a primeira
parte do enredo, na Câmara. Tudo indica que na semana que vem, começa outra, agora ambientada
no Senado, com novos atores, sob a direção de Renan Calheiros.
E vamos que vamos.
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