sexta-feira, 8 de abril de 2016

REQUIÃO DENUNCIA: SEM-TERRA FOI EXECUTADO


"Chega a meu conhecimento que um dos camponeses assassinados na Araupel morreu com 
tiro nas costas. EXECUÇÃO", denunciou o senador Roberto Requião (PMDB-PR), por meio 
das redes sociais

Paraná 247 – O senador Roberto Requião (PMDB-PR) usou as redes sociais para denunciar que a 
morte de dois sem-terra ontem no Paraná não ocorreu por confronto – e não em conflito, como 
informou o governo paranaense.
"Chega a meu conhecimento que um dos camponeses assassinados na Araupel morreu com tiro nas 
costas. EXECUÇÃO", disse Requião, no Twitter.
O senador também protestou contra o governador Beto Richa, do PSDB. "Desde o Panama 
acompanho a estupidez e tola agressividade do governo do Paraná na Araupel. Governador calado e 
escondido".

MST COBRA PUNIÇÃO IMEDIATA DE PMS QUE 
MATARAM CAMPONESES NO PARANÁ


Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) cobrou nesta sexta-feira, 8, em nota, 
punição imediata dos policiais militares responsáveis pela morte dos trabalhadores rurais 
Vilmar Bordim, de 44 anos, e Leomar Bhorbak, de 25 anos, que foram baleados no município 
de Quedas do Iguaçu, no oeste do Paraná; outras sete pessoas ficaram feridas; segundo o MST, 
os dois mortos e os sete feridos foram baleados pelas costas, o que comprovaria que eles 
estavam em fuga, e não em confronto

Daniel Isaia, da Agência Brasil - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) 
divulgou hoje (8) nota em que pede a punição imediata dos policiais militares responsáveis pela 
morte de dois camponeses. Eles foram baleados no município de Quedas do Iguaçu, no oeste do 
Paraná. Além das mortes, sete pessoas ficaram feridas.
Segundo o movimento, as duas pessoas que morreram são os trabalhadores rurais Vilmar Bordim, de 
44 anos, e Leomar Bhorbak, de 25 anos. Bordim era casado e pai de três filhos. A mulher de 
Bhorbak está grávida de nove meses. Ambos eram do Acampamento Dom Tomás Balduíno, 
localizado em terreno desapropriado pela Justiça Federal que pertencia à empresa de celulose 
Araupel.
A nota divulgada pelo MST reforça a versão de que o grupo com mais de 20 integrantes sofreu uma 
emboscada. O movimento relata que os camponeses circulavam com caminhonetes e motocicletas 
pelo terreno quando foram surpreendidos por policiais militares e seguranças da Araupel. Os PMs e 
seguranças teriam disparado contra os veículos onde estavam os integrantes do MST, que tentaram 
fugir pela mata.
O movimento ressaltou que os dois mortos e os sete feridos foram baleados pelas costas. Segundo o 
MST, isso comprovaria que eles estavam em fuga, e não em confronto. A nota ainda destaca que os 
policiais teriam isolado a área por mais de duas horas para remover as evidências do ocorrido, bem 
como os corpos das vítimas sem a presença do Instituto Médico-Legal (IML).
A nota divulgada ontem (7) pela Polícia Militar do Paraná relata uma versão diferente da do MST. 
Segundo a corporação, os policiais estavam em ação de combate a um incêndio quando sofreram 
uma emboscada organizada por integrantes do movimento. A PM confirmou a morte de dois 
camponeses e afirmou ter apreendido duas armas de fogo durante o ocorrido.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Paraná informou que o secretário 
Wagner Mesquita deve se pronunciar sobre o assunto em entrevista coletiva nesta tarde. A Agência 
Brasil entrou em contato com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que deve publicar uma nota 
sobre o caso nas próximas horas.
Estado de saúde das vítimas
Cinco dos camponeses feridos receberam alta do hospital de Quedas ainda na noite de ontem. Os 
outros dois sofreram ferimentos graves e estão internados no município de Cascavel, a cerca de 120 
quilômetros dali. Um deles teve fratura no fêmur, e o outro foi baleado na cintura. O estado de saúde 
de ambos é estável.
A cidade de Quedas do Iguaçu amanheceu hoje com reforço no policiamento. A PM realizou um 
bloqueio rodoviário para limitar o acesso à região onde fica o acampamento do MST. O movimento 
negocia com a corporação para que a rodovia seja liberada, de modo a permitir que os parentes das 
vítimas possam participar dos velórios.
A Polícia Civil fez perícias no acampamento e entrevistou dois integrantes do MST para apurar os 
fatos.
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