segunda-feira, 18 de abril de 2016

MARIDO DA DEPUTADA DO SIM CONTRA DILMA É PRESO POR CORRUPÇÃO, AUTOR DO VOTO DECISIVO RECEBEU R$ 300 MIL DA ODEBRECHT, MAS SÓ DECLAROU R$ 100 MIL PEDALADAS TIVERAM MENÇÃO PRIORITÁRIA EM APENAS 2 VOTOS;



Ontem a deputada federal Raquel Muniz, do PSC, votou sim no processo de admissibilidade do 
impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ela disse que votava pelo seu marido contra “essa
maldita corrupção”.
Hoje (18), o marido, Ruy Adriano Borges Muniz, prefeito de Montes Claros foi preso 
preventivamente pela Polícia Federal. Ele é acusado de usar meios fraudulentos para inviabilizar o
funcionamento de hospitais da cidade. Entre eles, o Hospital Universitário Clemente Faria, Santa 
Casa, Aroldo Tourinho e Dilson Goldinho. A ideia era prejudicar esses hospitais para favorecer o 
Hospital das Clínicas Mario Ribeiro da Silveira que, 
segundo a PF, pertence ao prefeito e seus familiares.
.........
O deputado Bruno Araújo, do PSDB, que deu o voto decisivo para a abertura de processo de 
impeachment da presidente Dilma Rousseff, recebeu R$ 100 mil reais da Odebrecht para a campanha 
de 2010. Mas o pagamento não foi feito de forma direta: foram R$ 80 mil da Leyroz de Caxias e 
outros R$ 20 mil da Praiamar, as duas transferências no dia 28/09/2010.
As empresas, operadas pelo dono de uma distribuidora de bebidas, atuaram como fachadas da 
empreiteira. Porém, na contabilidade paralela da Odebrecht apreendida na Operação Lava Jato, o 
valor atribuído a Bruno é de R$ 300 mil para a campanha de 2012, quando ele não se candidatou.
..............
A votação do impeachment foi uma aula prática sobre a tradição familiar e patrimonialista do Estado 
brasileiro. A esmagadora maioria dos nobres deputados ignora a dimensão pública dos seus 
respectivos mandatos.
Para essa gente, o mandato é um patrimônio familiar.
Para essa gente, o mandato é um bem que lhe pertence por mérito ou graça divina.
Infelizmente, essa tradição familiar e patrimonialista não se resume à cativante dedicatória a filhos, 
esposas e netos, mas se alimenta de verbas públicas por intermédio do acesso privilegiado a cargos 
comissionados na administração pública.
No Estado do Pará, por exemplo, basta ver a quantidade de parentes de políticos nomeados como 
assessores especiais.
Construir um país justo e com igualdade de oportunidades jamais foi, não é e nunca será o compromisso dessa gente.
______________________________________________

Nenhum comentário: