
PCdoB debateu democracia e meio ambiente no dia do golpe de 64
"As condições para um novo golpe contra a democracia brasileira, parecem idênticas às que existiam
em 1964, mas ao contrário do que ocorreu àquela época, desta vez, se ele se consumar, não será pela
via militar". A afirmação foi feita ontem à noite pelo professor-doutor Anselmo Colares, vice-reitor
da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), durante evento do Partido Comunista do Brasil -
PCdoB. Para ele, a mesma elite brasileira que foi à favor do golpe de 1964, apoia o impeachment da
presidente Dilma usando o discurso contra a corrupção e com apoio de partidos que são contrários ao
PT e aos partidos de esquerda, e não ao fim da corrupção. "Evidencia-se a punição judicial e política
apenas do PT e de suas lideranças, como se a corrupção fosse responsabilidade somente deste
grupo", concluiu o palestrante.
Anselmo foi convidado para o debate sobre o tema "A Democracia e o Meio Ambiente precisam de
caras novas como a sua", realizado na data em que se relembra o golpe militar de 1964. No evento, o
PCdoB comemorou o aniversário do partido, que completou 94 anos de história no Brasil (25/03) e 9
anos em Santarém (28/02).
Além de Anselmo, também palestrou como convidado, o padre Edilberto Sena, ativista ambiental.
"A Amazônia continuará no foco dos grandes projetos que afetarão o meio-ambiente, com Dilma ou
com Temer, após o desfecho dessa crise política", disse o padre, após a exposição de Anselmo, mas
ressaltou que "é preciso resistir ao golpe e continuar a luta pelo meio ambiente que os movimentos
sociais lideram contra o atual governo".
Filiados e simpatizantes participaram do evento na sede da Ambajas - Associação dos Moradores do
Bairro Jardim Santarém, num debate que começou às 19h30 e se estendeu até às 22h30, com muitas
contribuições feitas por militantes e simpatizantes do PCdoB, presentes ao encontro.
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