quinta-feira, 7 de abril de 2016

DILMA PROPÕE PACTO, MAS IMPÕE CONDIÇÕES: RESPEITO AO VOTO, FIM DAS PAUTAS BOMBAS E REFORMA POLITICA


Tentar derrubar uma Presidente sem crime de responsabilidade é um insulto a todos os 
eleitores.

A presidente Dilma Rousseff falou nesta quinta-feira, 7, sobre as condições em que aceita 
discutir uma repactuação pela saída da crise política e econômica do País; durante encontro 
com representantes de vários movimentos de mulheres, Dilma disse o pacto deve passar pelo 
respeito ao voto, o fim das pautas bombas, unidade pela aprovação de reformas, inclusive da 
política, e a preservação de todos os direitos conquistados; “Nenhum pacto pode ser discutido 
se não respeitar os 54 milhões de brasileiros e brasileiras que votaram em mim. Devem ser 
respeitados os que não votaram em mim, mas participaram das eleições e acreditam nas regras 
da Democracia. Nenhum pacto sobreviverá se não tiver respeito pela Democracia”, seguiu e 
completou: “muitos deles têm clareza da fragilidade do processo e defendem que eu renuncie. 
Não devo ser submetida a impeachment por um motivo muito simples: não cometi crime de 
responsabilidade”, disse

A Presidenta Dilma Rousseff propôs, nesta quinta-feira 7, um pacto nacional pela governabilidade, 
mas impôs algumas condições para isso. Em discurso durante o Encontro com Mulheres em Defesa 
da Democracia, em Brasília, Dilma também rechaçou qualquer possibilidade de renuncia ao Governo.
“Eu nunca me opus a pactos que possam oferecer saídas para crise. Eu quero um entendimento 
nacional, pois governo para todos. O pacto tem algumas condições: respeito ao voto, o fim das 
pautas-bomba no Congresso, unidade pela aprovação de reformas, retomada do crescimento, 
preservação de todos os direitos conquistados e a necessária reforma política”, afirmou.
Para continuar: “Nenhum pacto pode ser discutido se não respeitar os 54 milhões de brasileiros e 
brasileiras que votaram em mim. Devem ser respeitados os que não votaram em mim, mas 
participaram das eleições e acreditam nas regras da Democracia. Nenhum pacto sobreviverá se não 
tiver respeito pela Democracia”, seguiu e completou: “muitos deles têm clareza da fragilidade do 
processo e defendem que eu renuncie. Não devo ser submetida a impeachment por um motivo muito 
simples: não cometi crime de responsabilidade”, disse.
A Presidenta voltou a denunciar o Golpe que a oposição, por meio do impeachment, defende. "O que 
está em questão é respeitar as regras democráticas. Tentar derrubar uma Presidente sem crime de 
responsabilidade é um insulto a todos os eleitores. A eleição estará sendo desmoralizada com o 
Golpe”.
Dilma informou que determinou ao ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que investigue o que 
chamou de vazamentos seletivos. “Na trama golpista, destaco o uso de vazamentos seletivos, 
direcionados com claro objetivo de criar ambiente propício ao Golpe. Determinei a rigorosa 
apuração de responsabilidade por vazamento recente, como tomar medidas judiciais cabíveis. Passou 
dos limites a seleção clara de vazamentos”, alertou Dilma no dia da divulgação de partes da delação 
premiada de executivos da empreiteira Andrade Gutierrez.
Por fim, a petista anunciou que irá processar a revista IstoÉ por matéria considerada machista. "É um 
texto muito baixo".
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