quarta-feira, 9 de março de 2016

O que Aécim tem a dizer agora que apareceu na alegada delação de Delcídio?


O que este demagogo vai dizer agora que apareceu na delação de Delcídio?

Poucos dias atrás, diante das notícias sobre a alegada delação de Delcídio, Aécio se apressou em 
vestir suas melhores roupas de demagogo e postar uma lição de moral no Twitter.
Expressou “repúdio e indignação”, e afirmou que chegamos ao “fundo do poço”.
E eis que agora se sabe que Aécio também está citado no documento que supostamente traz a 
O Moralista Mineiro, nosso MM, irrompe num trecho que diz respeito a sua atuação numa Comissão 
Parlamentar de Inquérito (CPI). Não se sabe ainda exatamente qual é esta CPI. Mas é bom lembrar 
que numa delação um falecido presidente do PSDB, Sérgio Guerra, foi acusado de receber 10 
milhões de reais para fazer melar uma CPI sobre a Petrobras.
Mas desde já é divertido ver como será a reação deste que é um dos campeões em citações de 
delatores, um dos quais disse que ela é o mais chato cobrador de propinas. Tudo isso não o impede 
de falar em corrupção como se fosse Mujica ou o Papa Francisco. 
MM não hesita em atirar pedras quando a imprensa amiga, por meio de vazamentos da Lava Jato 
amiga, menciona Lula, Dilma e o PT.
Saca a pistola como se fosse Billy the Kid.
Mas e quando, como agora, é seu nome que circula na lama?
Aí então deve-se ter “extremo cuidado” com acusações que sequer foram averiguadas. Aí então MM, 
compungido, aparece como um defensor intransigente da presunção de inocência – esta pedra 
fundamental do Estado de Direito que Moro simplesmente pulverizou.
O acusador furioso se defende como um, bem, a palavra é dura, mas não há outra melhor: um rato.
É uma das aberrações nacionais que Aécio encontre espaço em jornais e revistas de magnatas amigos 
para falar em corrupção depois de fazer uma pista de aeroporto particular com dinheiro público, se 
recusar a fazer um teste de bafômetro, investir recursos do contribuinte em suas rádios e transformar 
Furnas num cofre para sua conta bancária.
Mas é o que acontece, infelizmente.
Um dos mais consagrados corruptos da República perora sobre corrupção diariamente nas primeiras 
páginas dos jornais.
Os sábios da antiguidade diziam que entre rir e chorar da miséria humana é preferível a primeira 
opção.
Vou tentar, assim, rir ao pensar em Aécio e sua descomunal dose de miséria humana.
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