O ex-presidente Lula acabou de sair do setor de Autoridades do Aeroporto de Congonhas
onde, durante três horas, ficou sequestrado pela milicia da Globo Jato. E seguiu para o
diretório nacional do PT, na Silveira Martins, em São Paulo, a pedido do Partido. Lula
abraçou alguns deputados que o aguardavam, depois voltou para assinar uns papéis. Ele
chegou há poucos instantes no Diretório Nacional, e irá decidir se abre o auditório ou não para
conversar com os presentes.
Lilian Milena e Pedro Garbellini
Jornal GGN - Os diretórios do Partido dos Trabalhadores, e outros movimentos de apoio ao ex-
presidente Lula, articulam-se nessa tarde na quadra do Sindicato dos Bancários em São Paulo para a
organização de um ato público previsto para às 18h desta sexta-feira. O ex-presidente Lula, que foi
liberado após prestar depoimento na Polícia Federal, foi ao encontro dos manifestantes.
“Vamos entrar a partir de hoje em estado de vigília. Estamos em alerta permanente. Convocamos
toda a militância da CUT, dos partidos progressistas, das demais centrais amigas nossas para entrar
em estado de alerta, porque o que está em jogo é uma tentativa de liquidar uma liderança do
movimento operário e sindical brasileiro”, declarou o diretor executivo nacional da Central Unica
dos Trabalhadores, Júlio Turra, durante encontro realizado um pouco antes do meio dia no diretório
petista da cidade de São Paulo.
O deputado federal Vicentinho, que também estava presente, disse que estão chegando notícias de
pessoas emocionadas com a condução coercitiva do ex-presidente, de “gente saindo do trabalho e
indo para o sindicato, outros indo para a igreja rezar pelo Lula". Por volta das 6h da manhã desta
sexta (04) a Polícia Federal foi até o prédio do ex-presidente a fim de levá-lo até o aeroporto de
Congonhas para prestar depoimento na 24ª fase da Operação Lava Jato.
Durante coletiva de imprensa realizada em Curitiba, nesta manhã, o procurador federal Carlos
Durante coletiva de imprensa realizada em Curitiba, nesta manhã, o procurador federal Carlos
Fernando dos Santos Lima, que também conduz as investigações na Lava Jato, explicou que a
decisão de levar Lula de modo coercitivo foi tomada para evitar conflitos nas ruas.
“Nós verificamos que há muita polarização, e se tivessemos marcado o depoimento com
“Nós verificamos que há muita polarização, e se tivessemos marcado o depoimento com
antecedência, isso teria levado movimentos sociais pró e contra a usar esse momento para a
violência. Evitamos o máximo possível [isso] protegendo especialmente os conduzidos”.
O deputado Vicentinho avaliou de forma diferente a condução coercitiva do ex-presidente,
entendendo que o método escolhido pelo “poder judiciário, na figura do doutor Mouro, é um grande
ingrediente político”, já que Lula não se negou, até o momento das investigações, a declarar qualquer
tipo informação.
“Digo que é uma espetacularização e que o tiro pode sair pela culatra. Afinal de contas, eles estão
“Digo que é uma espetacularização e que o tiro pode sair pela culatra. Afinal de contas, eles estão
mexendo com milhões de pessoas. Todo mundo está dizendo ‘mexeu com Lula, mexeu comigo’”. O
parlamentar completou que a resposta do povo, nas ruas, deverá ser pacifica.
“[Não devemos] entrar em provocações, com esse grupo reacionário, preconceituoso, e mostrar que
“[Não devemos] entrar em provocações, com esse grupo reacionário, preconceituoso, e mostrar que
o amor vence tudo, e a mobilização vai demonstrar isso”.
Já na quadra do Sindicato dos Bancários, o dirigente estadual do PT, Toninho, declarou que se for
confirmado o ato em apoio à Lula, às 18h, será para apresentar a resistência dos movimentos
populares. “O Lula em nenhum momento se recusou a fazer nenhum tipo de depoimento, todos os
sigilos já foram quebrados. É uma loucura, é um absurdo, não existe absolutamente nenhuma das
ações tomadas na Lava Jato que não tenha sido feita antes”.
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