terça-feira, 1 de março de 2016

A Juíza Coxinha da Veja que aprovou a capa da Veja com Lula de presidiário


A juíza Luciana Bassi de Melo em foto do Facebook: voto a favor da Veja. Só um Zé Ruela 
como o Cardozo não viu o aparelhamento da Justiça

por Carlos Fernandes 

Num país onde a mais alta corte de justiça rasga a Constituição Federal ao instituir a “presunção de 
culpa” permitindo a prisão de investigados antes de um julgamento transitado em julgado, não é de 
se admirar que os demais juízes sintam-se à vontade para julgar exclusivamente a partir de suas 
preferências políticas.
Chega a ser um paradoxo que o ministro da justiça recém destituído do cargo, José Eduardo 
Cardozo, jamais tenha entendido o nível do aparelhamento político e ideológico com que delegados, 
promotores e juízes infestaram o sistema judicial brasileiro. 
Se entendeu, em todo o tempo que esteve à frente da pasta nada fez a respeito. E ninguém pode 
negar, a sua apatia contribuiu de maneira surpreendente , de uma forma ou de outra, para a criação de 
uma “polícia política” e um judiciário de partido constituído e declarado. 
Gilmar Mendes, um ministro do STF, comporta-se diuturnamente, livre e impunemente, como um 
dos mais notórios advogados de defesa do PSDB, seja nas suas declarações à mídia condescendente, 
seja nos seus votos no plenário do Supremo.
Sérgio Moro, que não toma uma decisão se não for contra alguém ligado ao Partido dos 
Trabalhadores, simplesmente esqueceu o significado da toga e decidiu transformar-se numa espécie 
de cruzado em defesa do que julga pessoalmente ser a sua missão divina.
Já o procurador Dalton Dellagnol abandonou de vez a noção de ridículo e, numa convulsão de 
autopromoção e sentimento de superioridade, afirmou categoricamente que a Lava Jato poderia 
mudar o mundo. O embrião de uma nova seita messiânica já está formado.
Esses são apenas alguns dos incontáveis exemplos do tipo de magistrados ao qual a sociedade 
brasileira está refém. Os casos de abuso de poder, prepotência, desobediência aos próprios ritos 
jurídicos e julgamentos parciais se espalham pelo Brasil afora.
Numa decisão desconcertante de tão absurda, a juíza Luciana Bassi de Melo da 5.a Vara Cível do 
Fórum de Pinheiros (SP), isentou de responsabilidade a revista Veja pela capa ignóbil em que o ex-
presidente Lula foi posto em trajes de presidiário. 


Para a juíza, tudo bem dar essa capa

Segundo o “entendimento” da excelentíssima juíza, a Veja não teria cometido qualquer crime por 
não ter se referido exclusivamente a Lula, mas uma forma de crítica a todos os políticos do país. 
Jesus Cristo. 
Ainda para a excelentíssima juíza, “pode-se não concordar com as críticas fortes e os termos 
depreciativos que são utilizados na capa e na reportagem”. Mas isso não vem ao caso.
Pelo visto, colocar um homem como presidiário e utilizar-se de termos depreciativos com o nítido 
intuito de atacar a sua moral, para a excelentíssima, fazem parte do bom jornalismo e não 
ultrapassam “os limites impostos pelo ordenamento jurídico”. 
Não é preciso falar sobre a orientação política da magistrada. Basta saber que o seu marido, Marcello 
Melo, não cansa de postar na sua página do Facebook uma série de críticas contra a corrupção. Do 
PT é claro. 
Sabemos o porquê de a juíza ter isentado a Veja. Só não sabemos se, por acaso, o DCM ilustrasse 
esse artigo com a excelentíssima juíza em trajes de presidiária, ela também entenderia como uma 
crítica a todos os péssimos juízes que povoam o nosso judiciário.
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