segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Os caminhos aéreos do helicóptero dos Marinho



POR FERNANDO BRITO

O que a gente noticiou no post anterior – que a Agropecuária Veine, oficialmente a proprietária da 
mansão praiana dos Marinho em Paraty , que está irregular, com processo para demolir-se – é 
comprovado aí, com a cópia obtida por este blog do certificado de aeronavegabilidade – o 
“documento de voo” da aeronave – reproduzido acima.



Ou era operado , até pouquíssimo tempo atrás, porque o registro na Anac foi transferido, faz pouco, 
para a Vattne Administração, outra empresa de papel, esta hospedada no Leblon, criada em agosto 
do ano passado.
É um jogo de papéis, apenas, porque a Vattne funciona na mesma sala da Cia Brasif Consórcio 
Empreendimento Luziania, empresa do grupo Brasif, que é também dono da Santa Amália, parceira 
da Veine na operação do helicóptero global.



Tanto é assim que o endereço do consórcio é a sede formal e pátio de máquinas pesadas da Brasif, na 
rua Margarida Assis Fonseca, número 171, no bairro Califórnia, em Belo Horizonte.
E a Santa Amália, empresa “de papel” que forma a associação com a Veine, tem sede na Fazenda 
Córrego dos Macacos, uma das propriedades do dono da Brasif, Jonas Barcelos, um dos líderes na 
criação de gado nelore no Brasil.
Como Barcellos se envolve com política e doações a candidatos, não é o caso dos guapos rapazes do 
MP investigarem. Afinal, vejam o que a Folhacontava em 2010:

A feijoada que juntou na mesma mesa, na última segunda-feira, os presidenciáveis Dilma 
Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), teve como anfitrião um empresário investigado sob acusação 
de fraude contra a Previdência Social e citado como favorecido em uma gravação do escândalo do 
mensalão do DEM, no Distrito Federal.
Vice-presidente da ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu), Jonas Barcellos Corrêa 
Filho é um dos maiores nomes da pecuária brasileira. Ele também é dono da Brasif S/A, empresa 
que controlava os free-shops dos aeroportos brasileiros, desde 2006 nas mãos de uma companhia 
suíça.
Em maio passado, a Procuradoria da República em Minas Gerais denunciou criminalmente 
Barcellos e outros quatro diretores da Brasif por um rombo de R$ 332 mil nos cofres da União por 
não recolhimento de INSS dos ex-funcionários. O processo tramita na 11ª Vara Federal de Belo 
Horizonte, ainda sem julgamento.
O advogado da empresa, Ciro Kurtz, diz que o Ministério Público Federal fez a denúncia antes da 
conclusão de processo administrativo do INSS, e que a dívida de R$ 332 mil já foi corrigida para 
meros R$ 86,78. Segundo Barcellos, a ação penal “é uma bobagem”.
No caso do mensalão do DEM, em uma das conversas gravadas pelo delator do esquema, Durval 
Barbosa, Jonas e a Brasif são citados pelo ex-chefe da Casa Civil de José Roberto Arruda, José 
Geraldo Maciel, como supostamente favorecidos em uma licitação.
Kurtz diz que a licitação nem chegou a acontecer e que a empresa nunca teve nenhum contrato 
com o governo do DF.(…)
Além de Serra e Dilma estiveram presentes neste ano, entre outros, o ministro Gilmar Mendes, do 
Supremo Tribunal Federal, o vice-presidente José Alencar e a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
Apesar de o grosso das doações da Brasif -nas campanhas de 2002 e 2006 foram R$ 2,1 milhões- 
irem para candidatos a deputado e senador do DEM e PSDB, Barcellos nega preferências 
partidárias e não revela em quem votará.
Diz, contudo, que pretende contribuir para a campanha de seus dois convidados, Dilma e Serra, 
mas que isso ainda depende de aprovação de outros sócios da empresa.
Se o Bumlai vem ao caso, porque o Barcelos não vem?
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