POR FERNANDO BRITO
O que a gente noticiou no post anterior – que a Agropecuária Veine, oficialmente a proprietária da
mansão praiana dos Marinho em Paraty , que está irregular, com processo para demolir-se – é
comprovado aí, com a cópia obtida por este blog do certificado de aeronavegabilidade – o
“documento de voo” da aeronave – reproduzido acima.
A feijoada que juntou na mesma mesa, na última segunda-feira, os presidenciáveis Dilma
para a Vattne Administração, outra empresa de papel, esta hospedada no Leblon, criada em agosto
do ano passado.
É um jogo de papéis, apenas, porque a Vattne funciona na mesma sala da Cia Brasif Consórcio
Empreendimento Luziania, empresa do grupo Brasif, que é também dono da Santa Amália, parceira
da Veine na operação do helicóptero global.

Tanto é assim que o endereço do consórcio é a sede formal e pátio de máquinas pesadas da Brasif, na
Tanto é assim que o endereço do consórcio é a sede formal e pátio de máquinas pesadas da Brasif, na
rua Margarida Assis Fonseca, número 171, no bairro Califórnia, em Belo Horizonte.
E a Santa Amália, empresa “de papel” que forma a associação com a Veine, tem sede na Fazenda
E a Santa Amália, empresa “de papel” que forma a associação com a Veine, tem sede na Fazenda
Córrego dos Macacos, uma das propriedades do dono da Brasif, Jonas Barcelos, um dos líderes na
criação de gado nelore no Brasil.
Como Barcellos se envolve com política e doações a candidatos, não é o caso dos guapos rapazes do
Como Barcellos se envolve com política e doações a candidatos, não é o caso dos guapos rapazes do
MP investigarem. Afinal, vejam o que a Folhacontava em 2010:
A feijoada que juntou na mesma mesa, na última segunda-feira, os presidenciáveis Dilma
Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), teve como anfitrião um empresário investigado sob acusação
de fraude contra a Previdência Social e citado como favorecido em uma gravação do escândalo do
mensalão do DEM, no Distrito Federal.
Vice-presidente da ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu), Jonas Barcellos Corrêa
Filho é um dos maiores nomes da pecuária brasileira. Ele também é dono da Brasif S/A, empresa
que controlava os free-shops dos aeroportos brasileiros, desde 2006 nas mãos de uma companhia
suíça.
Em maio passado, a Procuradoria da República em Minas Gerais denunciou criminalmente
Barcellos e outros quatro diretores da Brasif por um rombo de R$ 332 mil nos cofres da União por
não recolhimento de INSS dos ex-funcionários. O processo tramita na 11ª Vara Federal de Belo
Horizonte, ainda sem julgamento.
O advogado da empresa, Ciro Kurtz, diz que o Ministério Público Federal fez a denúncia antes da
O advogado da empresa, Ciro Kurtz, diz que o Ministério Público Federal fez a denúncia antes da
conclusão de processo administrativo do INSS, e que a dívida de R$ 332 mil já foi corrigida para
meros R$ 86,78. Segundo Barcellos, a ação penal “é uma bobagem”.
No caso do mensalão do DEM, em uma das conversas gravadas pelo delator do esquema, Durval
Barbosa, Jonas e a Brasif são citados pelo ex-chefe da Casa Civil de José Roberto Arruda, José
Geraldo Maciel, como supostamente favorecidos em uma licitação.
Kurtz diz que a licitação nem chegou a acontecer e que a empresa nunca teve nenhum contrato
com o governo do DF.(…)
Além de Serra e Dilma estiveram presentes neste ano, entre outros, o ministro Gilmar Mendes, do
Supremo Tribunal Federal, o vice-presidente José Alencar e a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
Apesar de o grosso das doações da Brasif -nas campanhas de 2002 e 2006 foram R$ 2,1 milhões-
irem para candidatos a deputado e senador do DEM e PSDB, Barcellos nega preferências
partidárias e não revela em quem votará.
Diz, contudo, que pretende contribuir para a campanha de seus dois convidados, Dilma e Serra,
mas que isso ainda depende de aprovação de outros sócios da empresa.
Se o Bumlai vem ao caso, porque o Barcelos não vem?
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