segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O LADO PERTURBADOR DA HISTÓRIA DO PROCURADOR DOUGLAS KIRCHNER



Jornal GGN - Antes de se tornar personagem nacional, atuando em parceria com a revista Época em 
casos envolvendo o ex-presidente Lula, o procurador Douglas Kirchner foi aprovado em um 
concurso em 2012 e alocado no Ministério Público Federal de Rondônia.
Lá envolveu-se em problemas religiosos-amorosos.
O procurador é fiel de uma seita em Porto Velho, a Igreja Evangélica Hadar, acusada de explorar 
crianças e adolescentes, obrigando os menores a vender sanduiches em vias públicas, de madrugada, 
a realizar serviços de faxina no templo. Em agosto de 2014 a seita foi denunciada àDEPCA 
(Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente) (http://migre.me/t3ORW).
Na última semana de julho de 2014, Douglas foi denunciado ao Juizado de Violência Doméstica e 
Familiar Contra a Mulher, acusado de agressões físicas contra sua esposa, Tamires Souza Alexandre.
Segundo o GNotícias, da gospel.com.br, após o casamento, ambos foram residir no alojamento da 
igreja. Quando tentou se separar de Douglas, ele e uma pastora da igreja espancaram a moça com 
cipó e cinto. Depois, Tamires ficou em cárcere privado, só podendo se alimentar depois que os 
outros comessem. Foi obrigada a dormir no chão, com ventilador e sem cobertor, tendo adoecido por 
conta disso (http://migre.me/t3P5U).
Segundo o portal Rondônia ao Vivo, em uma das ocasiões a esposa teria ficado dois dias sem comer 
e, depois, foi trancafiada no alojamento da igreja. Mais tarde, conseguiu fugir e foi dormir na rua, 
sendo acolhida na casa de pessoas que a encontraram (http://migre.me/t3Paq). Era um crime previsto 
na Lei Maria da Penha.
No dia 8 de setembro de 2014, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot dispensou Douglas 
do cargo de substituto eventual do Procurador-Chefe da Procuradoria do Estado de Rondônia 
(http://migre.me/t3Peg). Em seguida, Douglas foi removido para o Distrito Federal.
Apenas um ano depois, em 5 de outubro de 2015, a corregedoria nacional do Ministério Público 
instaura um processo administrativo contra ele. O crime cometido por Douglas foi transformado em 
“infração disciplinar” e submetido a julgamento pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério 
Público). O processo ainda não chegou ao fim. Não o impediu de ocupar cargos relevantes no 
Ministério Público do Distrito Federal.
Nesse ínterim, Douglas mantém suas pregações religiosas, participando de eventos públicos da sua 
igreja, como o seminário “Casamento gay e marxismo cultural”.
Nele, Douglas explica que o erro não está nas instituições, mas no pecado. Investe vigorosamente 
contra os princípios da igualdade, o "abominável princípio" que tenta igualar pessoas nos aspectos 
econômicos, sociais e biológicos. Sustenta que o feminismo é uma invenção do ideal agnóstico das 
esquerdas. E compara o casamento homossexual à pedofilia e aos homens que fazem sexo com os 
animais.

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