quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Exclusivo: empresa “dona” da casa dos Marinho foi criada pela Mossack, que é investigada no Guarujá

veinejunta
Mas o que tem a ver a Vaincre com a Mossack Fonseca, que não aparece em seus registros cadastrais 
em Nevada (que reproduzo abaixo)?
vaincrenevada
Bem, havia duas coisas sugestivas, o fato de terem tido a Camile Services, do Panamá, como agente –
empresa com ligações com a Mossack Fonseca e o fato de ter sido criada por uma empresa de nome – MF Corporate Services Ltda. – poderia ser as iniciais de Mossack Fonseca.
Como neste blog, ao contrário do que ocorre na vara do Dr. Sérgio Moro, sugestivo não é o 
suficiente para acusar ninguém, não se acusou a empresa dona da casa dos Marinho de ter sido criada 
pela empresa de quem a Lava Jato acusava (parece que desistiram) de lavar dinheiro com negócios 
imobiliários.
Mas agora, sim, afirma que é ligada, até às tripas, à Mossack Fonseca que a Lava Jato chama de 
lavanderia de dinheiro.
E com base para fazer isso, justamente numa sentença judicial (aqui, na íntegra) de um colega 
americano do Dr. Moro, o juiz Federal Cam Ferembach, que diz que a “M. F. Corporate Services 
cria, ” na prateleira”, corporações que estão prontos para operar em menos de 24 horas . Quando um 
dos clientes de Mossack Fonseca & Co. adquire uma corporação ” na prateleira ” , M. F. 
Corporate Services começa o processo de montagem de documentos e enviá-lo à Secretário de 
Estado de Nevada (…) o próprio site da Mossack Fonseca & Co. anuncia os serviços de M. F. 
Corporate Services como seus”.

“Isto demonstra que M. F. Corporate Services não existe sem a Mossack Fonseca & Co. e 
que M. F. Corporate Services (…)é na verdade uma mera instrumentalidade “de Mossack 
Fonseca & Co. (…) considerar identidades separadas das empresas resultaria na fraude ou a 
injustiça. (…) Por conseguinte, o tribunal conclui que M. F. Corporate Services não existe sem 
Mossack Fonseca & Co. e obriga ao juiz a tratar M. F. Corporate Services como o que é na 
realidade : Mossack Fonseca & Co.”

Portanto, pelas conclusões do juiz Cam Federbach, é obrigatório afirmar que a empresa que criou a 
offshore que detém a propriedade da mansão de altíssimo luxo dos Marinho foi crada pela mesma 
empresa que Moro manda investigar pelo mesmo tipo de negócio no condomínio “meia boca” do 
Guarujá.
E porque é dos Marinho não será mais investigada? Ainda mais porque – só aqui – a empresa laranja 
está com seu funcionamento cancelado nos EUA desde o final de 2014, mas opera no Brasil, onde 
nem endereço tem…
Aliás, só mesmo no Brasil “republicano” uma empresa laranja, em situação de ilegalidade, invade 
praias protegidas, ergue mansões e “não vem ao caso”.
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