Após a reforma o prédio do GISE passou a contar com churrasqueira, ilha gourmet, bar, sofás
e carpetes felpudos, na área onde antes funcionavam a cozinha e o refeitório
Chico Alencar a Cardozo: “quem pagou mordomias da PF-PR?”
Marcelo Auler
Através de um Requerimento de Informações (RI) a ser encaminhado pela Mesa Diretora da Câmara
Chico Alencar a Cardozo: “quem pagou mordomias da PF-PR?”
Marcelo Auler
Através de um Requerimento de Informações (RI) a ser encaminhado pela Mesa Diretora da Câmara
ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) tentará
descobrir aquilo que o Departamento de Polícia Federal (DPF) silenciou quando questionado pelo
blog: quem autorizou e quem pagou a reforma no prédio do centro de Curitiba onde funcionam o
Grupo de Investigação Sensível (GISE) e a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), ambos
os órgãos subordinados as da Superintendência Regional do DPF no Paraná (SR/DPF/PR)?
Alencar respaldou-se nas informações aqui noticiadas na quinta-feira, dia 11/02, na matéria Polícia
Federal, sem verba para a luz, mas com mordomias. Nela mostramos que com essa reforma criaram
em um prédio público, com verba de origem desconhecida, uma “área social” com churrasqueira, um
bar e uma chamada ilha gourmet.
As obras ocorreram entre maio e agosto de 2015, quando a inauguração do espaço deu-se com um
churrasco. O GISE e a DRE são comandados pelo delegado Maurício Moscardi Grillo. Na
reportagem, demonstramos que é praticamente certo que não foi verba orçamentária e explicamos:
“Através do site Transparência Brasil foi possível verificar que entre maio de 2015 (início da
“Através do site Transparência Brasil foi possível verificar que entre maio de 2015 (início da
reforma) e dezembro do mesmo ano (fim do exercício orçamentário), os pagamentos efetuados pela
superintendência a titulo de obras e reformas não incluíram nenhuma na capital do estado. Foram
pagas reformas nas delegacias de Maringá, Guarapuava e Cascavel.
Restam, portanto, duas alternativas. A primeira, e mais provável, uma nova doação feita por algum
juiz federal de Curitiba, com verba apreendida em operações policiais e confiscada em sentença.
Para isso, porém, é preciso um pedido oficial que tramite em forma de processo e passe pelo crivo do
Ministério Público Federal.
A segunda hipótese, menos provável, seria o uso das chamadas Verbas Secretas (VS) que as
superintendências do DPF recebem de Brasília. Elas se destinam especificamente a operações
policiais. É um dinheiro usado, com o respaldo da legislação, para pagar informantes em operações
de porte, principalmente no combate ao tráfico de drogas”. O uso desta verba em finalidade diversa
da que se destina exigira a apresentação de falsos recibos o que não se imagina que tenha sido feito
em uma delegacia de polícia.
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