O ex-ministro da ciência e tecnologia do governo Lula, Roberto Amaral, classificou como cerco
impiedoso, o que os meios de comunicação impõem ao país. A afirmação foi feita no Fórum
Social Temático, em Porto Alegre, durante a mesa de debates sobre Democracia e
desenvolvimento em tempos de golpismo e crise.
Por Lúcia Rodrigues, na revista Caros Amigos
Para ele, a democracia corre risco gravíssimo. “Eu vivi 64 e, hoje, os meios de comunicação
Por Lúcia Rodrigues, na revista Caros Amigos
Para ele, a democracia corre risco gravíssimo. “Eu vivi 64 e, hoje, os meios de comunicação
comandam a política brasileira, os partidos de centro, de direita, as associações de classe. Querem
destruir a atividade civil”.
Amaral frisa que por trás do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff há algo mais
Amaral frisa que por trás do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff há algo mais
preocupante. “Alguns pensam que a ameaça é sobre o mandato da Dilma. Mas esse é o menor dos
perigos. O que eles querem é destruir o PT, e depois destruir todos os partidos de esquerda e
progressistas. Não vão se contentar com a destruição de Dilma, em seguida vão querer aniquilar o
presidente Lula. Por que tanto ódio?", questiona.
Ele ressalta que não há motivos para esse tipo de reação. “Em nenhum momento (o governo)
Ele ressalta que não há motivos para esse tipo de reação. “Em nenhum momento (o governo)
ameaçou o capitalismo e a hegemonia de poder. Não fizemos a reforma agrária, a reforma política, a
reforma tributária, não peitamos os meios de comunicação.”
“A direita latino americana aceita quase tudo, menos a participação popular. Para eles, é imperdoável
“A direita latino americana aceita quase tudo, menos a participação popular. Para eles, é imperdoável
o aumento do salário mínimo. Isso uniu a direita contra nós. Por isso, é preciso esmagar o ovo da
serpente fascista”, enfatiza o ex-ministro.
O Fórum Social Temático continua nesta quinta, 21, com várias mesas de debates. O vice-presidente
O Fórum Social Temático continua nesta quinta, 21, com várias mesas de debates. O vice-presidente
da Bolívia, Álvaro García Linera, é um dos debatedores ao lado do ex-governador de Porto Alegre,
Olívio Dutra, na atividade que discute a resistência contra a ofensiva imperialista na América Latina.
Em outra mesa também na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, a filosofa Marilena Chauí
e o ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, ao lado de outros convidados debatem a luta contra o
monopólio da mídia.
O Fórum Social Temático termina neste sábado, 23, com a assembleia de movimetnos populares. Em
agosto, em Montreal, no Canadá, será realizado o Fórum Social Mundial. Esta será a primeira vez
que um encontro do Fórum ocorre em um país do primeiro mundo. A cidade foi indicada por
ativistas canadenses na última edição do evento, que ocorreu no ano passado, na capital da Tunísia.
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