Manifestações ganham em número de participantes, conquistam solidariedade. Metrô fecha
estações e causa tensões. Quinta-feira tem novo protesto
São Paulo – Dividido em manifestações espalhadas em quatro diferentes pontos da cidade, o quarto
São Paulo – Dividido em manifestações espalhadas em quatro diferentes pontos da cidade, o quarto
ato contra o reajuste das tarifas do transporte público em São Paulo, reuniu um total de cerca de 30
mil pessoas, segundo o Movimento Passe Livre (MPL) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto
(MTST), organizadores da mobilização. Todos chegaram ao fim de seus roteiros sem incidentes,
apesar da ostensiva presença da Polícia Militar. Um novo ato foi marcado para a próxima quinta-
feira (21). "Se não baixar, a cidade vai parar", cantaram os manifestantes durante as passeatas.
Tensão armada
No centro, o fechamento das portas de estações do metrô provocou início de tumulto, principalmente
na República, onde quem tentava era impedido de entrar e quem desembarcava era proibido de sair.
Em frente às catracas, seguranças do metrô fizeram um cordão de isolamento.
Houve tensão quando, por volta das 22h20, algumas dezenas das pessoas que queriam entrar na
No centro, o fechamento das portas de estações do metrô provocou início de tumulto, principalmente
na República, onde quem tentava era impedido de entrar e quem desembarcava era proibido de sair.
Em frente às catracas, seguranças do metrô fizeram um cordão de isolamento.
Houve tensão quando, por volta das 22h20, algumas dezenas das pessoas que queriam entrar na
estação tentaram bloquear a rua e travar a passagem de veículos e ônibus. "Quero voltar para casa,
exercer meu direito de ir e vir, mas o Metrô está desrespeitando meu direito", protestou uma usuária,
que não se identificou.
O Metrô manteve a recusa de abrir a estação, a tensão aumentou, com as pessoas querendo ir embora
e sendo impedidas. A polícia foi chamada e chegou a disparar morteiros.
A manifestação terminou com cinco pessoas detidas. Dois rapazes estariam com martelo, máscaras,
luvas e um estilingue na mochila. Eles foram ouvidos na delegacia e liberados em seguida. Outros
três suspeitos foram liberados ainda no local.
Modelo de custeio do transporte se esgotou, diz Juventude do PT
Em reunião com secretário Jilmar Tatto, ala do partido considera que estrutura de financiamento que
custa R$ 8 bi à capital exige debate de alternativas; uma delas, viria de parte do imposto sobre
combustíveis
Entre as possibilidades em discussão foram relacionados o vale-transporte direcionado ao Estado e
Entre as possibilidades em discussão foram relacionados o vale-transporte direcionado ao Estado e
não mais ao trabalhador – e aí seria financiado todo o seu deslocamento e não só a ida e a volta ao
trabalho; o custeio por meio de impostos, socializando o transporte não com os usuários, mas com
toda a população da cidade; ou ainda por meio da municipalização dasContribuições de Intervenção
no Domínio Econômico (Cide) e, nesse caso, a tarifa zero seria financiada pelo consumo de gasolina.
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