sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Alexandre Garcia e a professora que lhe deu uma lição


"Temos que pensar na qualidade do ensino. Aqui no Brasil ele é todo assim por pistolão, 
empurrãozinho, ajuda. A tradução disso é cota. Aí põe lá um monte de gente... só 67%, você 
viu aí, passaram por mérito. Estão aprendendo como é a vida, a concorrência, sem nenhuma 
humilhação de receber empurrãozinho. O mérito é a base", foi o comentário do jornalista 
Alexandre Garcia, em noticiário local da Globo em Brasília.

POR FERNANDO BRITO

Os leitores deste blog sabem que não gosto, quase nunca, de ser agressivo ao falar, mesmo a coisa
mais justa.
Mas sou do tempo em que havia o “assim, sim, mas assim também não“, porque tem hora que a
coisa passa dos limites e é preciso mesmo um bom destampatório para colocar as coisas no lugar.
Alexandre Garcia, normalmente, é uma figura que, para ouvir, é necessário apelar aos santos e à
surdez, tamanha a quantidade de asneiras vaidosas que pronuncia.
Mas ontem, no final de uma boa matéria do DFTV, da Globo de Brasilia, ele deitou falação sobre as
cotas para estudantes de escolas públicas, Garcia foi soltar suas pérolas, dizendo que cota era
tradução de “pistolão” e dizendo que os alunos de escola pública que passaram fora das cotas tinham
conseguido fazê-lo “sem a humilhação de receber um empurrãozinho”.
Alexandre Garcia sempre gostou de falar sozinho, desde os tempos em que se exibia como dublê de
porta-voz do Presidente Figueiredo e “abatedor de lebres” em revistas ditas masculinas.
Agora, com a internet, não é só ele quem pode falar.
E a professora de Matemática Flávia Helen, que trabalha com a preparação de alunos de escolas
públicas para o vestibular na periferia do Distrito Federal, deu-lhe uma “enquadrada” daquelas de
deixar o cidadão reduzido ao microscópico tamanho tamanho que tem.
D. Flávia, foi uma maravilha ver este cidadão “ouvindo” uns desaforos.


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