quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

UM TERÇO DA COMISSÃO DE CU...NHA É COMPOSTA POR ALVOS DE INQUERITOS


Levantamento do Congresso em Foco revela que ao menos 20 dos titulares e suplentes já confirmados no colegiado são alvo de inquérito ou ação penal no Supremo. Saiba quem são eles

No  Congresso em Foco  

Pelo menos um terço dos integrantes já definidos da comissão especial que vai analisar o processo de 
impeachment é alvo de acusações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF). Dos 61 deputados 
escolhidos em votação tensa no plenário da Câmara, nessa terça-feira (8), ao menos 20 respondem a 
inquéritos (investigações preliminares) ou ações penais (processos que podem resultar em 
condenação) no Supremo. Os dados são de levantamento exclusivo do Congresso em Foco (veja a 
lista abaixo).
Crimes de responsabilidade – como os atribuídos à presidente Dilma, no pedido de impeachment a 
ser analisado –, corrupção, lavagem de dinheiro, crimes eleitorais e contra a Lei de Licitações são 
algumas das suspeitas que se repetem contra esses parlamentares. Entre os investigados, 14 serão 
titulares e seis ocuparão a suplência da comissão. A relação é encabeçada pelo PSDB, com seis 
nomes, seguido pelo PP, com quatro. Na sequência, aparecem o PMDB, o PSD e o SD, com dois 
cada. PSC, PTB, PPS e PSB têm um nome cada.
Entre os indicados, há três deputados do PP investigados na Operação Lava Jato. Jerônimo Goergen 
(RS) e Luiz Carlos Heinze (RS), que serão titulares, e Roberto Balestra (GO), que atuará como 
suplente, são suspeitos de ter recebido dinheiro desviado da Petrobras. Todos eles negam 
envolvimento com o petrolão.
Alguns dos investigados já são réus. É o caso, por exemplo, do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-
SP), que responde a ação penal por corrupção no Supremo. Presidente licenciado da Força Sindical e 
criador do Solidariedade, um dos principais partidos de oposição a Dilma, Paulinho é acusado de 
desviar recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O deputado 
ainda é investigado em outros três inquéritos por peculato e corrupção passiva.
A chapa, formada basicamente por parlamentares pró-impeachment, foi eleita pela maioria do 
plenário, derrotando as indicações apoiadas pelo governo. O colegido será formado por 65 titulares e 
65 suplentes. O restante de seus integrantes seria definido nesta quarta, mas o ministro Edson Fachin, 
do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, em caráter liminar, o andamento de qualquer 
procedimento relacionado ao impeachment até que a corte se posicione sobre o assunto, de maneira 
definitiva, no próximo dia 16. Fachin atendeu a pedido do PCdoB, que questionou o processo que 
levou à eleição da chapa oposicionista. O ministro, no entanto, não anulou o resultado da votação.
Veja abaixo a relação dos integrantes da comissão do impeachment que respondem a inquérito ou 
ação penal no STF, as suspeitas que recaem sobre eles e os seus esclarecimentos:

PSDB – Titulares:
Nilson Leitão (PSDB-MT)
Rossoni (PSDB-PR)
Shéridan (PSDB-RR)
Suplentes:
Izalci (PSDB-DF)
Rocha (PSDB-AC)
Rogério Marinho (PSDB-RN)

SD – Titular:
Paulinho da Força (SD-SP)
Suplente:
Genecias Noronha (SD-CE)

PPS – Titular:
Alex Manente (PPS-SP)

PSC – Titular:
Pastor Marco Feliciano (PSC-SP)

PMDB – Titular:
Flaviano Melo (PMDB-AC)
Suplente:
Geraldo Resende (PMDB-MS)

PTB – Titular:
Benito Gama (PTB-BA)

PSD – Titular:
Delegado Éder Mauro (PSD-PA)
Suplente:
Silas Câmara (PSD-AM)

PP - Titulares:
Jair Bolsonaro (PP-RJ)
Jerônimo Goergen (PP-RS)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Suplente: Roberto Balestra (PP-GO)

PSB – Titular:
Danilo Forte (PSB-CE)

Nenhum comentário: