sábado, 5 de dezembro de 2015

QUEM É O OTARIO DIRETOR DA GLOBO PARA O QUAL OS ESTUDANTES DE SP BRINCAVAM DE PRIMAVEIRA ARABE


Mais Irmãos Metralhas Marinho que os próprios Marinho: Erick Bretas


Aconteceu o previsível.
No programa de Fátima Bernardes, uma repórter da Globo foi cobrir os protestos da garotada de São 
Paulo ao vivo.
Foi um embaraço. Mais um.
Assim que os estudantes viram quem estava ali, começaram a gritar: “O povo não é bobo. Abaixo a 
Rede Globo.”
O pano teve que descer rapidamente. A Globo transmitiu, ela mesma, o ódio que desperta num 
público mais politizado, como os estudantes paulistas que ocuparam as escolas.
Não é implicância.
Qual vinha sendo o teor da cobertura da Globo? Bem, você pode ver por uma extraordinária 
postagem no seu Facebook feita por um dos principais jornalistas da Globo, Erick Bretas.
Bretas ocupa a função absolutamente estratégica de diretor de novas mídias da Globo. Isso significa 
que compete a ele fazer da Globo uma empresa relevante na mídia do futuro, a internet.
Tão logo anunciada a demissão do secretário da Educação de São Paulo, Bretas endereçou 
ironicamente parabéns a “vocês que estão achando o máximo o cancelamento da reorganização das 
escolas de São Paulo”.
Ele louvou o demitido, sabe-se lá com base em que, e fuzilou o movimento dos estudantes. Disse que 
os alunos estavam brincando de “Primavera Árabe”.
O secretário teria se cansado, segundo Bretas, da “brincadeira”. Fora tudo, há um erro de informação 
básica: ele foi demitido. Não saiu por “cansaço”. Para coroar, Bretas agrediu a gramática. Escreveu 
“viva os prepostos das empreiteiras”, em mais um rasgo de civismo obtuso. O certo, claro, é “vivam”.


Você tem em Bretas o espírito da Globo. Como Ali Kamel e Merval Pereira, ele reproduz as ideias 
dos Marinhos. É mais Marinho que um Marinho real.
São estes que fazem carreira na Globo. A Globo se aparelhou no jornalismo. Não há pluralismo. Não 
há debates de ideias. Há uma série de Bretas nas posições importantes nas várias plataformas da 
casa, jornalistas como Diego Escosteguy, editor chefe da Época. Escosteguy é o campeão dos furos 
imbecis, coisas tolas e inúteis e quase sempre inverídicas que ele trata como se fossem réplicas de 
Watergate.
São representantes da direita oca, na qual há pouca leitura, pouco reflexão, pouca sofisticação — e 
doses copiosas de reacionarismo entusiasmado.
O futuro digital da Globo repousa nas mãos de um homem precocemente velho, um quase ancião 
com 40 e poucos anos.
Bretas não captou o espírito do tempo, o Zeitgeist, ao contrário dos jovens paulistanos que ocuparam 
as escolas e fizeram Alckmin dobrar os joelhos.
A Globo, assim, continuará a ser a mesma Globo de sempre em sua atuação digital. Estará 
condenada a levar esculachos diante de gente que pensa, como se viu no programa de Fátima 
Bernardes.
O noticiário contaminado da empresa nasce de diretores e editores como Bretas e Escosteguy, que 
interpretam à sua maneira o que imaginam que os Marinhos queiram ver nos seus jornais, revistas, 
sites, telejornais, rádios. Há uma anedota segundo a qual um editor da Globo, ao chegar à empresa, 
dizia: “Agora vou ler o editorial para descobrir o que eu penso.”


Simpatia zero pelo garoto esmurrado: isto é Bretas

E assim as escolhas são feitas. Alguma simpatia pelos estudantes que defenderam suas escolas de 
serem fechadas sem nenhuma satisfação e, por isso, apanharam de policiais truculentos e mal-
encarados?
Zero.
Os estudantes, na visão de Bretas, estavam brincando de “primavera árabe”.
Nem Roberto Marinho era exatamente um filósofo e nem seus três filhos são. Mas perto de Bretas e 
similares são, todos eles, intelectuais de alto relevo.

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