
Em visita a Berlim, o presidente Lula participou na noite de quarta-feira (9), em Berlim, de um
debate na fundação Friedrich Ebert, em que foi entrevistado pelo jornalista Burkhard Birke na
presença de uma plateia formada em sua maior parte por jovens alemães e brasileiros
residentes no país.
(com informações da DW e do Instituto Lula)
Além de denunciar o golpe que tentam dar contra a presidenta Dilma, Lula disse:
"Há uma doença mental no meu país de que é preciso destruir o Lula, senão ele vai querer voltar em 2018.
(...)Lula criticou a oposição atrapalhar o país e castigar o povo como forma de chegar ao poder:
Não sei se estarei vivo e fico pedindo a Deus para que apareçam novos candidatos, com energia e que queiram mudar o país. Se alguém estiver disposto a tirar os direitos dos trabalhadores, eu não teria nenhum problema em concorrer outra vez", disse sob aplausos.
“Todo o dia enquanto tiver essa briga fratricida, é o povo brasileiro que está pagando a conta, que está sofrendo. A gente fica torcendo para que isso acabe logo e a presidenta Dilma possa governar o Brasil. O interesse dos políticos está prevalecendo sobre os interesses da sociedade brasileira.
(...)
Eu não sabia, a Polícia Federal não sabia, assim como a imprensa e o Ministério Público não sabiam que havia corrupção na Petrobras", disse.
Lula considera que virou uma “vergonha” a criação de partidos no país, com mais de três dezenas de legendas. E defendeu novamente uma constituinte exclusiva sobre a reforma Política.
Sobre os resultados eleitorais na Argentina e Venezuela, Lula disse que são normais e fazem parte da democracia. “O PT um dia vai perder a eleição. E vai ganhar de novo também. É assim na Alemanha também. O SPD já ganhou e perdeu eleições. É assim mesmo. Eu aprendi a gostar da democracia. Em 1985 eu achava impossível um operário chegar ao poder. Em 1989 eu descobri que era possível.”
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