As ministras de Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira (foto), e da Noruega, Tine
Sundtoft, anunciaram acordo de prorrogação da participação do governo norueguês nos
projetos de preservação das florestas e combate à mudança climática no Brasil; o acordo,
anunciado durante a COP 21, a Cúpula do Clima que acontece em Paris, prevê doações dos
noruegueses ao Fundo Amazônia, de aproximadamente 5 bilhões de coroas (cerca de US$ 600
milhões) até 2020.
As ministras de Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, e da Noruega, Tine Sundtoft,
*Com informações divulgadas pelo BNDES
As ministras de Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, e da Noruega, Tine Sundtoft,
anunciaram acordo de prorrogação da participação do governo norueguês nos projetos de
preservação das florestas e combate à mudança climática no Brasil. O acordo, anunciado na segunda-
feira (30) durante a COP 21, a Cúpula do Clima que acontece em Paris, prevê doações dos
noruegueses ao Fundo Amazônia, de aproximadamente 5 bilhões de coroas (cerca de US$ 600
milhões) até 2020.
Administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo
Amazônia foi criado para apoiar iniciativas de preservação e uso sustentável da floresta e já recebeu
do governo da Noruega, desde 2009, doações equivalentes a US$ 1 bilhão.
Em seis anos de existência, o fundo tornou-se mundialmente reconhecido como uma das iniciativas
Em seis anos de existência, o fundo tornou-se mundialmente reconhecido como uma das iniciativas
mais bem sucedidas de pagamento por resultados pela redução das emissões por desmatamento e
degradação florestal (REDD+, na sigla em inglês). São 77 projetos aprovados para ações de
monitoramento de florestas, planejamento e gestão do território, preservação e proteção de áreas
indígenas, desenvolvimento científico e tecnológico, incluindo a implantação de sistemas de
monitoramento do desmatamento por radar. Sua carteira soma, atualmente, R$ 1,2 bilhão.
De acordo com o governo federal, o fundo contribuiu para o alcance de resultados significativos na
prevenção e no combate ao desmatamento. Entre 2004 e 2015, a taxa de desmatamento na Amazônia
Legal caiu 79%, passando de 27,7 mil km2 para 5,8 mil km2, segundo dados do Instituto Nacional
de Pesquisa Espacial (INPE). Este mecanismo de arrecadação de verba gerido pelo BNDES tem
influência sobre esse resultado: entre 2009 e 2015, período de sua operação, a queda na taxa de
desmatamento na Amazônia Legal foi de 22%.
Desde que foi criado, o fundo apoiou projetos que totalizam 14 milhões de hectares de áreas
protegidas com controle territorial fortalecido; 94 unidades de conservação; 1,2 mil subprojetos de
pequeno porte; 3,1 mil pessoas treinadas em combate a incêndios; 37 milhões de hectares e 138 mil
imóveis rurais inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR).
As comunidades indígenas também estão entre as prioridades de atuação da iniciativa, que já apoia
As comunidades indígenas também estão entre as prioridades de atuação da iniciativa, que já apoia
sete projetos com foco exclusivo nessa população, abrangendo 52% das terras indígenas na
Amazônia legal.
O fundo Amazônia recebe doações e realiza apoio não reembolsável a projetos. Atualmente, as
doações somam mais de R$ 2,5 bilhões, dos quais 97% provenientes do governo da Noruega, 2,5%
do banco de desenvolvimento da Alemanha, KfW, e 0,5% da Petrobras.
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