Coxinhas das Brigadas Sergio Moro, Armados na frente do Congresso
No Estadão:
Um dos líderes do acampamento que está em frente ao Congresso Nacional e que defende a
deposição do governo e a “intervenção popular”, Felipe Porto, afirmou nesta quinta-feira, 19, que
não há chances de que o movimento deixe o local de forma pacífica. “Vamos resistir. Estamos
armados e se houver isso (retirada) vai ter uma carnificina aqui”, afirmou.
No gramado em frente ao Congresso há pelo menos quatro grupos distintos acampados, a maioria
pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff. O grupo a que Felipe pertence, denominado “Ocupa
Brasília”, é composto majoritariamente por ex-militares e ex-policiais. Por isso, afirmam, estão
armados legalmente.
Não há reforço policial no momento. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, reúne-
se com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), para tentar articular a retirada de todos os acampamentos.
Nessa quarta-feira, 18, foi registrado conflito na área entre membros do grupo de manifestantes
militares e integrantes da Marcha das Mulheres Negras. Foram registrados tiros e dois manifestantes
foram presos.
Porto diz que o objetivo do grupo é fazer uma “deposição total dos Três Poderes”. “Não defendemos
a intervenção militar e sim a intervenção popular”, afirmou. Questionado sobre como funcionaria
essa deposição, Porto disse que com o apoio do Exército.
O grupo de Porto é o mesmo responsável pela manifestação de domingo, dia 15 de novembro, para
“defender a pátria”. O protesto, entretanto, teve baixa adesão. Porto disse que apesar de poucos
adeptos o grupo tem condições de “chamar reforço armado” caso haja confronto. “O cenário de
guerra está armado”, ameaçou.
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