Fiéis recebem atendimento médico nesta manhã, após tumulto
Tragédia ocorreu quando muçulmanos de diversas nacionalidades se deslocavam da cidade de
Mina para Meca, para a celebração do Hajj, a maior peregrinação religiosa do mundo. Ao
menos 717 pessoas morreram nesta quinta-feira (24) e mais de 805 ficaram feridas em um
tumulto que envolveu peregrinos nos arredores da cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita.
A tragédia ocorreu às 7h05 locais (2h05 de Brasília) quando muçulmanos de diversas nacionalidades
se deslocavam da cidade de Mina para Meca, para a celebração do Hajj, a maior peregrinação
religiosa do mundo.
Segundo a Defesa Civil saudita, três milhões de pessoas participam do rito islâmico neste ano. Em
virtude do grande número, o atendimento ainda está em curso e o número de mortos e feridos pode
aumentar. Nessa circunstância, as autoridades orientam os peregrinos a escolher "rotas alternativas"
para chegar a Meca.
Hoje é o primeiro dia da festa do Eid al-Adha, em que os peregrinos iniciam um ritual de
apedrejamento simbólico do satanás, no vale de Mina, região oeste do reino saudita.
Muçulmanos rezam no monte Arafat, próximo à cidade de Meca, nesta quinta
O ritual consiste no ato de lançar sete pedras contra uma grande pilastra que representa satanás e, no
dia seguinte, contra três grandes pilastras (grande, média e pequena). Segundo os preceitos do
islamismo, todos aqueles capazes devem realizar o Hajj ao menos uma vez na vida.
Há cerca de duas semanas, mais de 100 pessoas morreram e 238 ficaram feridas após o acidente
envolvendo a queda de um guindaste dentro do complexo da principal mesquita de Meca.
Contudo, o último grande acidente durante o Hajj ocorreu em janeiro de 2006, quando 364
peregrinos morreram em virtude de um tumulto no mesmo local.
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