quarta-feira, 23 de setembro de 2015

REDE DE MARINA É HOMOLOGADA PELO TSE COM DIREITO Á PUXAMENTO DE SACO DE GILMAR MENTES


O partido da ex-senadora, Rede Sustentabilidade, teve o registro aprovado pelo Tribunal Superior 
Eleitoral.

"Marina ganhou nossa admiração", disse Gilmar Mendes ao aprovar a Rede

Jornal GGN - O partido de Marina Silva saiu do papel. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, 
em sessão na noite desta terça-feira (22) o registro da Rede Sustentabilidade. Durante seu voto, o 
ministro Gilmar Mendes disse que Marina "perdeu ganhando", por ainda que perdido as eleições à 
presidência de 2014, ganhou a "admiração" de Gilmar. Marina Silva perdeu o lugar no segundo turno 
para o senador Aécio Neves que, por seu turno, foi derrotado pela presidente Dilma Rousseff.
Gilmar Mendes chegou a arrancar aplausos dos presentes, quando manifestou posicionamentos além 
do técnico-jurídico para proferir seu voto. Ele se referiu à ex-senadora como "uma candidata que 
teve, por duas vezes, mais de 20 milhões de votos em eleições presidenciais", mas teve o seu registro 
negado, enquanto "legendas de aluguel logram receber esse registro, para constrangimento desse 
tribunal". A declaração, no entanto, foi mais cautelosa do que as proferidas por ocasião do seu voto a 
favor das doações de empresas aos candidatos e partidos, no STF.
Em outubro de 2013, o registro do partido de Marina Silva foi negado por não ter reunido o número 
mínimo de assinaturas exigido pela Justiça, que equivale a 484.169. Em maio, mais 56 mil 
assinaturas foram enviadas ao TSE, totalizando 498 mil, atendendo aos critérios estabelecidos. Ainda 
que sem a quantidade mínima, Gilmar criticou a decisão dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral 
em 2013, sem citar nomes.
Na época, foram seis votos contra e apenas o seu a favor do partido. Laurita Vaz, João Otávio de 
Noronha, Henrique Neves, Luciana Lóssio, Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia decidiram pela 
irregularidade na quantidade mínima de signatários. Gilmar ainda relembrou a "dificuldade de 
Marina" se candidatar a presidente da República no último ano, sendo possível apenas após a morte 
de Eduardo Campos, de quem era candidata a vice.
"O partido sofrera um notório abuso e era preciso que nós reconhecêssemos e deferíssemos o registro 
naquelas circunstâncias. Tanto fizeram para evitar que essa mulher fosse candidata e ela acabou 
sendo candidata, em circunstâncias trágicas. Marina perdeu as eleições, mas ganhou a nossa 
admiração. Portanto, perdeu ganhando", estusiasmou-se o ministro.
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