
PF investiga compra de sentenças em órgão vinculado à Fazenda, Augusto Nardes é relator de
processo sobre as contas da presidente Dilma.
Ministro do TCU é investigado pela PF
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes é citado nas investigações da Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal em março deste ano para investigar um esquema de corrupção que pode ter gerado um prejuízo de R$ 19 bilhões aos cofres públicos. A informação foi divulgada ontem, pelo site da revista "CartaCapital" e confirmada pelo portal do jornal "Folha de S. Paulo".
A Operação Zelotes investiga um esquema de manipulação dos julgamentos do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), última instância de recursos contra autuações da Receita. Segundo as investigações, um grupo formado por servidores e conselheiros do órgão vendeu sentenças a empresas, com o objetivo de reduzir ou cancelar multas com o Fisco.
Na semana passada, a PF fez buscas em escritórios de contabilidade de Santo Ângelo (RS), cidade de Nardes. Para a "Folha", Nardes negou participação no esquema e disse que foi sócio de um escritório na cidade até 2005, mas afirmou que a empresa não foi alvo de investigações.
Nardes relata, no TCU, o processo que investiga as 'pedaladas fiscais' do governo Dilma Rousseff em 2014, cujo resultado é esperado pela oposição para balizar um possível pedido de impeachment.
Como integrante do TCU, Nardes só pode ser alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).
O ministro é o relator do processo das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff –ação que inclui as chamadas pedaladas fiscais e outras irregularidades apontadas pelo tribunal.
O TCU deve votar o balanço de Dilma em outubro, mas a palavra final sobre a aprovação cabe ao Congresso.
O nome do ministro surgiu durante os trabalhos da Operação Zelotes, que apura um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.
Em troca do suborno, os membros do colegiado do Carf votavam em favor da redução ou até do perdão das dívidas das empresas que os corrompiam.
Em alguns casos, escritórios de advocacia ou de contabilidade atuavam na cooptação de clientes para o esquema. Na prática, esses escritórios faziam a negociação entre integrantes do Carf e representantes de empresas com processos pendentes no Conselho.
Ministro do TCU é investigado pela PF
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Augusto Nardes é citado nas investigações da Operação Zelotes, deflagrada pela Polícia Federal em março deste ano para investigar um esquema de corrupção que pode ter gerado um prejuízo de R$ 19 bilhões aos cofres públicos. A informação foi divulgada ontem, pelo site da revista "CartaCapital" e confirmada pelo portal do jornal "Folha de S. Paulo".
A Operação Zelotes investiga um esquema de manipulação dos julgamentos do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), última instância de recursos contra autuações da Receita. Segundo as investigações, um grupo formado por servidores e conselheiros do órgão vendeu sentenças a empresas, com o objetivo de reduzir ou cancelar multas com o Fisco.
Na semana passada, a PF fez buscas em escritórios de contabilidade de Santo Ângelo (RS), cidade de Nardes. Para a "Folha", Nardes negou participação no esquema e disse que foi sócio de um escritório na cidade até 2005, mas afirmou que a empresa não foi alvo de investigações.
Nardes relata, no TCU, o processo que investiga as 'pedaladas fiscais' do governo Dilma Rousseff em 2014, cujo resultado é esperado pela oposição para balizar um possível pedido de impeachment.
Como integrante do TCU, Nardes só pode ser alvo de inquérito no STF (Supremo Tribunal Federal).
O ministro é o relator do processo das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff –ação que inclui as chamadas pedaladas fiscais e outras irregularidades apontadas pelo tribunal.
O TCU deve votar o balanço de Dilma em outubro, mas a palavra final sobre a aprovação cabe ao Congresso.
O nome do ministro surgiu durante os trabalhos da Operação Zelotes, que apura um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.
Em troca do suborno, os membros do colegiado do Carf votavam em favor da redução ou até do perdão das dívidas das empresas que os corrompiam.
Em alguns casos, escritórios de advocacia ou de contabilidade atuavam na cooptação de clientes para o esquema. Na prática, esses escritórios faziam a negociação entre integrantes do Carf e representantes de empresas com processos pendentes no Conselho.
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